Dia das Mães 2009

 

Carinhoso abraço de todos os poetas/escritores(as) dessa ciranda poética em homenagem às Mães, desejando a elas muita Paz e muita Luz, estejam onde estiverem!

A todas as Mamães, verdadeiras missionárias de Deus, o nosso melhor afeto e o nosso mais profundo reconhecimento!

Muitos beijos e carinhos, queridas Mães! Vocês merecem todo o amor do universo!

 

Ciranda hospedada também no lindo site da poeta e designer Teka Nascimento, que, inclusive, nos ofereceu um belíssimo e-book de presente.

Para acessar diretamente as páginas, clique:

Ciranda das Mães Arte e Poesia

E-book "Dia das Mães 2009"

 

34 Autores:

Grace Spiller / Fátima Irene Pinto / Luiz Poeta / Ruth Gentil Sivieri / Eron Freitas / Humberto Rodrigues Neto

Maria José Zanini Tauil Marilena Trujillo Thais S Francisco "beija-flor"Jandyra Adami / Iranimel

Lydia Prando de Souza Maria da Fonseca / Natália Vale / Antonia Nery Vanti (Vyrena)

Alda Corrêa Mendes Moreira / Ariovaldo Cavarzan / J.R.Cônsoli / Graciela Maria Casartelli

Marlene da C. Lopes Vilma Duarte / Alcina M.S.Azevedo / Rose Mori / Grazi H. Ventura / Adelia Mateus

Tere Penhabe / Eugénio de Sá Gislaine Canales / Erika RenataMarise Ribeiro / Tarcísio R. Costa

Ógui Lourenço Mauri / Marcial Salaverry / Eri Paiva

 

 

 

MÃE 

Grace Spiller

Com muito amor, à minha querida mãezinha

 

Na estrada-futuro 

Rumo inseguro 

O caminho incerto 

É preciso trilhar...

Chuva e Sol

Espinhos no chão 

Ondas gigantes 

Conhecidas ou não... 

Mas a Vida concede 

E os braços se abrem 

Recebem e acolhem

Frágeis crianças 

Pequenas ou não...

E feito rosa se abrindo 

O coração se expande 

Aconchega e protege 

O menino ou o homem 

O filho-botão...

 

Grace Spiller: 

http://www.gracespiller.com

 

 

Mãezinha

Fátima Irene Pinto 

 

Mãezinha... por que choras? 

Será a proximidade da aurora? 

Será a proximidade do adeus?

 

Mãezinha ... por que choras? 

Será de saudade de outrora?

 Dos sonhos que foram teus?

 

Mãezinha ... por que choras? 

Será o temor de ir embora?

 Morar pertinho de Deus?

 

Mãezinha, não chores assim, 

Vem cá pertinho de mim, 

Recebe os carinhos meus.

 

Eu te bendigo, anciã, a pureza, 

Bendigo a tua excelsa nobreza, 

E o teu viver singular.

 

Mil vezes bendigo a singeleza, 

Dos pratos que puseste à mesa, 

Nas quais me ensinaste a amar!

 

Fátima Irene Pinto 

16.04.02 

No Livro Ecos da Alma - Pág. 89

http://www.fatimairene.prosaeverso.net/index.php

 

 

ETERNAMENTE MÃE 

Luiz Poeta 

Luiz Gilberto de Barros

 

Às 17 h e 6 min do dia 19 de abril de 2009 do Rio de Janeiro, 

especialmente para a "Ciranda do Dia das Mães" 

elaborada pela sensibilidade de Grace Spiller

 

Eu a olho na cadeira de balanço... 

Seu descanso é sonhar, sentir saudade 

E procuro entendê-la...e não alcanço 

O seu vôo no rumo da felicidade.

 

A miopia não permite que ela veja, 

O andar lhe dificulta a caminhada; 

Ela aceita muito menos que deseja 

E merece tanto... e nunca pede nada.

 

Uma lágrima desliza solitária, 

Pelas ruas de um sorriso que ela traça 

Provocando uma saudade solidária 

A tornar seu coração menos sem graça.

 

Meu pequeno se aconchega e ela se esquece, 

Que é avó... e com seu jeito maternal 

Retribui à afeição e agradece 

Por brincar de mãe com o neto angelical.

 

- Ela, então, lhe conta estórias... num dos cantos

Dos seus olhos, o amor refaz um brilho

 Muito antigo que desperta cada encanto, 

E transforma seu netinho em mais um filho.

 

Luiz Poeta: 

http://luis-poeta.blogspot.com.br/

 

 

 MÃE, TU VIVES EM OUTRO PLANO! 

Ruth Gentil Sivieri

 

As páginas foram voltando uma a uma, 

Folhas de um livro que representou a vida; 

Tão breve para quem fica e ela se esfuma

Longa para quem vê na morte uma saída.

 

Muito sofreste com a degeneração dos ossos 

Que aos poucos iam ficando menos densos. 

Mesmo com remédios e os carinhos nossos

 Os teus clamores eram muito intensos.

 

Naquela manhã de abril triste e sombria,

 Que transbordava uma grande apreensão,

 Teu rosto expressava a aflição de quem partia 

Livrando das dores para tua ascensão.

 

Tudo passou, mas os anos não se cansam, 

Mostrando a falta que me fazes e a devoção, 

Que neste dia mãe, as saudades mais avançam, 

Deixando órfão e mais triste meu pobre coração.

 

Ruth Gentil Sivieri: 

http://www.ruthgentilsivieri.prosaeverso.net/

 

 

 LEMBRANDO MINHA MÃE 

Eron Freitas

 

Abro o relicário onde guardo minha infância 

e a primeira lembrança que me ocorre é a de minha mãe... 

Sertaneja simplória, de pouca elegância,

mas de um caráter que a transformava numa supermãe!

 

De temperamento forte, era visível sua intolerância, 

Se algum filho por acaso a desobedecesse... 

Disciplinava apenas com o olhar e sua vigilância 

era pro nosso bem,  prevalecendo o seu interesse!

 

Os filhos aprenderam a valorizar o que era de respeito:

autoridades, professores, os mais velhos, e sem preconceito 

os mais pobres, pretos... que o destino marcou...

 

No "Dia das Mães" elevo, pois a minha prece, 

àquela que inda hoje se preciso vem, me fortalece, 

para que ensine seus netos, como ela educou! 

 

Eron Freitas:

Faria Canto Mágico e Sonhos - Poemas XI

 

 

 MÃE!

Humberto Rodrigues Neto

 

Tu foste, mãe, na treva a claridade,

 na dor meu riso e na tormenta o norte, 

a doce companheira e a consorte 

das minhas horas de infelicidade!

 

Que anjo não foste, toda vez que a sorte 

não me sorriu! E com que imensidade 

de amor, desvelo e angelical bondade

 tu me ensinaste a ser paciente e forte!

 

E hoje a alegria anda a sorrir nos ares... 

é o "Dia das Mães" numa porção de lares 

e eu vou fingindo que inda o comemoro!

 

Mas teu espírito, a me amar afeito, 

vem doer tão docemente no meu peito,

que eu cerro os olhos... pendo a fronte... e choro!

 

Humberto Rodrigues Neto: 

Reino da Poesia Art Cultural

 

 

 (MÃE)LHER MARAVILHA 

Maria José Zanini Tauil

 

Mulher que me guia 

Nos atalhos da vida 

Plantando em meu solo 

Sementes de amor 

Inventas histórias 

Tens reino encantado 

Onde sou princesa 

(mas tu és rainha!)

Tuas águas tão claras

 Nunca conduzem 

A tristes naufrágios

 Nem teu imenso carinho 

Passa por desenganos 

Mãos abertas em leque 

Acolhem meus sonhos

Traças roteiros

Com pincéis de esperança 

Preenches meu viver 

Com risos

 Com bálsamos

Com ternura desmedida 

Teus braços, meu mundo 

São o fim da viagem 

São meu porto seguro, 

QUERIDA MÃEZINHA!

 

Maria José Zanini Tauil:

 www.coracao.bazar.nom.br 

 

 

MÃE QUERIDA

Marilena Trujillo

 

Ah... Minha mãe querida! - Minha 

Rainha, minha deusa... Minha vida! 

Quanta cumplicidade e afeto nos unem...

Quanto preciso do seu colo ainda!...

 

Tenho medos, fraquezas, angustias, 

Que só seu abraço amoroso acalma...

Na noite... Quando o pesadelo assusta... 

Sua mão bendita tranqüiliza minha alma...

 

Ah... Minha loira e linda senhora!... 

Quem seria eu, sem sua doce presença? 

O mundo bate forte, há monstros enormes! 

Suas palavras devolvem a minha crença!...

 

Hoje é o seu Dia... Todos são seus, Mãe!

Que hoje, os anjos cantem em seu louvor, 

Que as mais belas flores desabrochem! 

Que lhe abençoe para sempre o Criador!

 

Que seja seu entardecer dourado!... 

Cheio de pássaros, de luz e esplendor, 

Saiba minha mãe adorada, minha amiga, 

É seu, todo seu, o meu enorme amor!...

 

Mary Trujillo: 

http://marytrujillo.zip.net/

Respeite os direitos autorais

 

 

Mãe, 

...botão de rosa que se transforma!

Thais S Francisco 

"beija-flor" 

 

Botão de rosa que se abre, 

suavemente, pétala por pétala, 

maciez de cetim, bordas rendilhadas 

deixando espargir

doce fragrância no ar..

 

Perfume de rosa cor de rosa, 

menina moça, moça mulher, 

tal qual o botão da rosa 

abrindo-se, delicadamente, 

e da inocente menina moça 

deixa brotar a essência da moça mulher 

que já sabe o que quer!..

 

Essência de vida, que brota com energia 

da pele que sente, o amor chegar 

querendo transbordar, romper barreiras 

inundar vales, encontrar o caminho dos rios 

e correr freneticamente  para desaguar, no mar..

 

Mar de amores, desejos, sonhos, loucura.. 

Mar que recebe o rio, em ondas espumantes 

no vai e vem das marés, no encontro do querer 

somar, compartilhar,  dividir, multiplicar 

subtrair da essência, a semente viva..

 

Semente plantada, 

no fremir dos amores,

acolhida, no calor de outra vida 

que aconchega, estimula, gera, 

espera ansiosa, corpo em transformação, 

sonhos no embalo da canção divina 

que entoa em melodia, 

a criação de nova vida..

 

Vida que chega 

querendo a Luz, querendo o Ar,

buscando acalmar, entre choro, sem lágrimas, 

um pequenino coração, que se assusta com a chegada, 

num mundo tão diferente, onde os ruídos não são abafados. 

são nítidos, agressivos ao seu primeiro ouvir, 

seu primeiro sentir, do lado de fora da bolsa, 

o coração que bate, já cantando a canção de ninar, 

mimando, no aconchego do peito farto, 

essa maravilhosa transformação:

 

- da microscópica semente, um pequenino botão, 

que, tal qual a rosa de bordas rendilhadas, 

pétala por pétala foi se abrindo 

em maravilhosa transformação chamada: 

SER!..

 

M Ã E ... S E R ,

QUE TRAZ DO AMOR, 

A V I D A !.. 

 

Thais S Francisco 

"beija-flor": 

http://www.simplesmentebeijaflor.com/ 

 

 

HOJE QUERO COLO 

Jandyra Adami

 

Hoje amanheci carente 

Querendo colo 

Carinho e amor 

O amor maior do mundo 

Aquele que não acaba 

Que transcende o tempo 

e o espaço... Amor de mãe. 

Mãe, vem me embalar, 

estou com saudade 

da sua voz,  de suas mãos, 

do seu perfume, 

de nossas brigas. 

De suas palavras 

duras ou suaves 

Tudo faz parte do nosso passado 

Passado que foi só nosso 

e eu não consigo esquecer 

Como fomos felizes!!! 

Na saudade que sinto 

o meu amor aumenta 

E quase não cabe em meu peito 

Meu coração parece querer explodir 

De tanto amor...só pra você... 

Só pra você...Mãe...

 

10/10/2001

Jandyra Adami: Visite minha Home Page: 

http://www.berju.uaivip.com.br 

Livros Virtuais-Momentos- Sonhos e Lembranças:

http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/jandyraadami.htm

 

 

NENA 

Iranimel

 

O sol brilhava, 

Ardia. . .

E lá estava ela. . . 

No rosto, o suor deslizando 

Sob o pesado balaio, 

Preso na cabeça dela.

 

De juventude plena, 

Menina, quase criança, 

Órfã de pai e mãe, 

Da vida, nada entendia,

Obrigada a trabalhar 

Pelo pão de cada dia!

 

Rosto suado,

 Cada pingo de suor que caía 

Era como uma flor 

Perdendo pétalas, 

Em plena primavera!

 

Fim de tarde... 

Para a casa retorna cansada. . . 

Mais uma obrigação a espera: 

Um tanque cheio de roupas sujas! 

O que fazer? Lavar é preciso, 

E, depois, 

No varal estender.

 

Não, não morava sozinha. 

Havia a idosa vovozinha 

E uma irmã que, com ela, 

Na roça também trabalhava, 

Para ajudar nas despesas,

 Pois o dinheiro mal dava.

 

E assim iam-se os dias, 

Trabalhando na roça 

Para não morrer de fome! 

Menina, quase criança, 

-De juventude plena- 

Lá ia ela, a Nena!

 

Até que um dia 

Certo alguém apareceu 

E lhe propôs casamento! 

Orientada por sua vovozinha, 

Preocupada com seu sustento, 

Nena consente, assim, tão de repente!

 

Iam-se os dias, meses e anos. . . 

Nena cresceu, se fez mãe, 

E uma excelente cozinheira! 

Em seu cardápio - sempre aos domingos- 

Sobre a mesa jamais faltava 

Aquela deliciosa macarronada!

 

Cuscuz, como só ela sabia. 

E a estonteante carne assada! 

Sobre a salada de frutas, 

Um cremoso sorvete de limão!

 

Uma mulher como poucas: 

Inteligente, bonita e talentosa! 

Assim era ela, 

Nena, a minha mãe! 

Ah! Que saudade, eu sinto dela!

 

Iranimel

http://www.caestamosnos.org/autores/autores_i/iranigenaro.htm/ 

 

 

MINHA MÃE 

Lydia Prando de Souza

 

Foste o meu anjo guia em forma de mulher! 

O fruto mais doce, a jóia mais preciosa, 

o mais belo ser, a escultura mais formosa! 

Foste muito especial, não um ser qualquer.

 

Além da vida, deste-me sublimes lições de amor

através da tua modéstia, da tua sabedoria ... 

Até nos vincos das tuas rugas transparecia 

a grandeza e a beleza do teu interior

 

que era tão belo, quanto, a mais linda flor. 

Semeaste na vida; amor, ternura, bondade!

Foste incentivadora da fé, da felicidade, 

da paciência. Suplantaste com sorriso a dor!

 

Vitoriosa, venceste a morte e todas agruras... 

Sim, as agruras que o sofrimento encerra, 

voaste liberta, viva e serena para as alturas, 

quando teus restos mortais desceram à terra.

 

Lydia Prando de Souza:

http://www.meu.cantinho.nom.br/poesias/efeito9/apenas_na_poesia.asp

 

 

 SAUDADE DA MINHA MÃE 

Maria da Fonseca

 

Minha Mãe, minha Mãezinha, 

Tanta saudade eu senti 

De teus beijos, teus afagos, 

Tão longe estava de ti!

 

Meu Deus, como eu te queria, 

Teu regresso reclamava. 

E tu voltaste, querida,

Ao colo tu me pegavas.

 

E assim felizes vivemos

Com amor, muita afeição, 

Sempre que eu te procurava, 

Tinhas pronto o coração.

 

Agora é mais difícil 

Acalentar a saudade,

Só Deus Bom nos juntará 

Para toda a Eternidade!

 

Lisboa - Portugal 

Maria da Fonseca:

http://poesiadanatureza.blogspot.com 

 

 

"MÃOS ABENÇOADAS"

 À minha Mãe

Autora: Natália Vale (Portugal) 

 

As tuas mãos abençoadas, 

Que me acolheram ao nascer, 

Estão já muito enrugadas 

Amostra do teu envelhecer.

 

Nem um gemido lançaste, 

Quando á luz me trouxeste, 

Apenas em abraçaste, 

E um beijo me deste

 

Com tuas mãos me embalaste, 

Aconchegando-me ao peito, 

Tinha fome - me saciaste, 

À tua maneira e jeito.

 

São as mãos de minha mãe, 

As que eu gosto de afagar, 

Sofre calada, porém, 

As dores por que está a passar.

 

Hoje, prostrada e sofredora, 

Com as mãos lindas, mas dormentes 

As de uma grande batalhadora, 

Que amo e amarei eternamente.

 

06.04.2009

Natália Vale: 

http://www.nataliavale.net/ 

 

 

 Mensagem a minha mãe 

Antonia Nery Vanti (Vyrena) 

 

Mamãe 

Por reconhecer, que tudo que sou 

devo a você, abro meu coração 

nessa homenagem que lhe faço:

 

Mamãe, foi você 

que em seu ventre me agasalhou, 

enquanto frágil e indefeso feto!

 

Foi você que, entre lágrimas e sorrisos,

recebeu-me quando aqui cheguei,

dedicando-me seu carinho, seu afeto!

 

Minhas primeiras sílabas, 

aprendi com você!

 

Ao ensaiar meus primeiros passos, 

tropeçando aqui e ali, 

era você que, com sua paciência infinita, 

estendia-me a mão, 

não me deixando cair!

 

Quando, amedrontada, chorava 

com o sibilar do vento 

ou o ribombar do trovão, 

era você que lá estava 

para me consolar  e enxugar meu pranto, 

aconchegando-me ao coração!

 

Quando sentia frio, 

era você que me agasalhava 

e me aquecia com seu abraço!

 

Quando dor eu sentia,

era você que comigo sofria 

e chorava!

 

Em você, encontrei a bússola 

que me orientou para o bem, 

a verdade e a justiça!

 

Ah... de você, quanto amor recebi! 

Foi você que até há pouco 

não media sacrifícios,

 para que eu me sentisse feliz!

 

Você, mamãe, 

foi e sempre será a minha estrela e,

sendo estrela, 

será sempre a luz que me guiará.

 

Por isso tudo, mamãe, 

em meu coração haverá sempre 

aquele cantinho especial

para guardar você!

 

Mamãe. 

Enorme é a falta que você me faz!

Mas, tenho certeza que junto ao Criador você está

e, mesmo daí, por mim olhará, 

orientando-me, quando com você 

meus problemas desabafar

 

Amo você, Mamãe querida. 

Jamais, por mim, você será esquecida!

 

Antonia Nery Vanti (Vyrena): 

http://www.sonhandocomvyrena.eu5.org/ 

 

 

A PARTILHA 

Alda Corrêa Mendes Moreira

 

MOTE:

"Eu sinto em mim maravilha

ao ver a mãe tão contente 

fazer do amor a partilha

a cada filho igualmente." 

 

(Alda Corrêa Mendes Moreira)

 

GLOSA:

 

Eu sinto em mim maravilha

na mãe que ao meu lado está 

e vejo a materna trilha 

em cada passo que dá.

 

E de alegria me inundo 

ao ver a mãe tão contente 

transformar seu doce mundo 

em vida tão oferente.

 

Ainda que maltrapilha 

a Deus ela sempre implora 

fazer do amor a partilha, 

que assim nenhum filho chora.

 

Tenham as mães no coração 

este sinal resplendente: 

saber dar o seu quinhão 

a cada filho igualmente.

 

Alda Corrêa Mendes Moreira: 

http://www.espelhopoetico.pro.br/ 

 

 

 VISITA DE MÃE 

Ariovaldo Cavarzan 

 

Ela chegou de mansinho, 

quase sem se fazer notar. 

Talvez tenha viajado nas asas 

de alguma borboleta, 

ou no verde-dourado 

das penas de um beija-flor, 

desses que flutuam diante de flores, 

que enfeitam jardins.

Encontrou-me saudoso, 

 à mesa do café, 

revelando-se 

o cheiro de açucena 

que se espalhou pelo ar,

e no suave arrepio 

que fez perpassar meu corpo, 

ao se aproximar. 

Mães são seres 

especiais, escolhidas por Deus 

por dispenseiras de Vida e de Amor. 

São almas que embalam almas. 

Acalentam, abraçam, soerguem, 

protegem, deixam soluçar, 

tentando lenir dores de desencontros, 

decepções, tristezas, 

do muito e muito amar. 

Dão força e, às vezes, 

ensinam a chorar. 

Também são como flor 

a enfeitar jardins de Vidas, 

sempre adoradas por filhos,

quais beija-flores e borboletas, 

jardineiros de lidas, 

artesãos de felicidade,

em busca de Amor,

beleza, paz e suavidade. 

Era um segundo domingo de Maio. 

Do mesmo jeito que veio, ela se foi, 

calma, silenciosa, cheirosa,

cheia de Amor, 

feito brisa fresca 

que causa arrepio 

e deixa saudade, 

pegando carona 

em asas de borboleta,

 ou em verdes-dourados 

de penas de beija-flor... 

Obrigado, Mãe, 

por ter vindo me visitar.

 

17/04/2009

Ariovaldo Cavarzan: 

http://artculturalbrasilreinodapoesia.blogspot.com/2009/03/ariovaldo-cavarzan.html 

 

 

 Minha Mãe 

J.R.Cônsoli

 

Minha Mãe, 

oh! Minha Mãe,

 que saudades!... 

As panelas tão polidas na cozinha, 

o café na hora certa, e aquela comidinha. 

Os olhos brilhantes, alegres na chegada, 

e o preocupado olhar na despedida... 

Os cabelos brancos, tapeados de dourados, 

finos como seda. 

As flores enfeitando a casa,  belas e delicadas, 

que você tão bem sabia fazer.

O penhoar azul claro com dois bolsos laterais, 

o pó-de-arroz no rosto, o esmalte nas unhas, o batom... 

A preocupação com o meu descanso, 

a roupa de cama limpinha, 

os dois travesseiros... 

Que saudades Minha Mãe! 

Você não passou, 

pois a sua luz ainda brilha em nossos corações! 

Você foi a brisa suave que continua a agitar nossos ramos... 

O orvalho da manhã, límpido e puro, 

a enfeitar de brilhantes as nossas folhas! 

Você foi e sempre será... 

Minha Mãe... Que saudades!

 

J.R.Cônsoli: 

http://carminhov.spaces.live.com/blog/cns!FE31F655B8BF6081!278.entry 

 

 

 Tu figura 

Graciela María Casartelli 

 

Herida abierta, despertando 

el pasado, 

y los confines del horizonte.

Camino lejano, hacia el monte

de los siglos; 

contando historias

sobre muchas vidas.

Amores danzando, al ritmo 

de la naturaleza, 

que cuentan historias singulares

felices y dolorosas.

Vidas rescatadas, 

a partir del cuidado de otras; 

nuevas como la mañana 

como cada arco iris.

Tu figura, mamá, 

flotando en el espacio;

hablándome, 

que aún…, 

el amor verdadero 

es posible.

Que no hay fracasos, 

cuando siempre se intenta,

salir adelante.

Que luchar vale la pena, 

cuando existe un objetivo cierto.

Que no vale arraigarse a lo que fue, 

porque cada día es nuevo. 

Sólo es necesario admirarlo, 

tener los ojos suficientemente 

abiertos, 

atentos a las señales 

y a los diferentes tiempos.

Renaciendo cada día

a la esperanza…

Eso me enseñaste…

Y, tu figura, 

allí en el horizonte, 

como una gran estrella.

Cada día me lo recuerda.

Herida abierta… 

 

Autor: Graciela María Casartelli: 

Unquillo, Sierras de Córdoba, Argentina 

http://www.aveviajera.org/nacionesunidasdelasletras/id595.html

 

 

SAUDADES DA MINHA MÃE. 

Marlene da C. Lopes

 

Mamãe, eu quero falar com você!... 

Sei que pode me ouvir no Plano Espiritual. 

Envio minha mensagem, num elo Divino de pensamentos, 

para te dizer desta sua falta incontida!...

 

No dia que você partiu mamãe, 

meu coração se despedaçou, 

parecendo-me que a terra me tragou,

e, em meu peito, somente a dor reinou. 

 

Você me criou e muito me ensinou. 

Mas sua ausência física está sempre a enunciar-me.

Apesar de adulta, sinto-me uma criança órfã... 

Sinto-me tão carente... 

Tão carente da minha mãezinha ausente...! 

 

Mamãe, ao te escrever esta mensagem,

transformo-a, em meu coração, em forma de oração!... 

Meus olhos se ofuscam,

embarga-me um nó na garganta, 

que explode, em meu peito, sentindo forte emoção. 

E minhas lágrimas escorrem em face nesta solidão.

 

Mamãe, 

Deus achou por bem, levá-la.

Mas, se fosse possível pedir, 

queria sua presença aqui, apenas por algumas horas, 

e poder carregá-la em meu colo, mamãe.

Embalá-la, qual uma criança adulta. 

Embalá-la...

E oferecer-lhe as mais perfumadas flores.

 

Sinto saudades do nosso tempo mamãe! 

De quando me estendia sua enrugada,

mas quão lindas e benditas mãos! 

Saudades da candura do seu sorriso, 

dos domingos, quando nos reuníamos ao seu lado,

saboreando seu especial almoço, 

você, eu, e todos meus irmãos,

com muitas alegrias e união.

 

O tempo aqui passa em minutos, mamãe, 

tempo que não apaga nosso amor mãe/filha. 

Oro por você, pedindo a Jesus, nosso Salvador, 

que a tenha em um alto Plano Astral, repleta de esplendor.

 

Seja feliz e fique em paz, mãezinha...! 

 

E, quando eu também me for, 

peço a Jesus encontrá-la para expandirmos nosso amor. 

Que Deus Misericordioso diga “amém...”, 

em nosso reencontro no Além!...

 

Direitos Autorais Reservados à Autora Marlene da C. Lopes: 

http://www.familiaborbapinheiro.com/poeta_marlenelopes.htm 

E-mail: marleneclopes@oi.com.br 

Viçosa - Minas Gerais, 16 de dezembro de 2008 

Poesia protegida pela Lei 9.610, de 10/02/1998

Homenagem dedicada à minha querida mãe, Antônia Polêtto, 

com saudades inesquecíveis da sua filha, Marlene da C. Lopes (Lena)

 

 

MÃE EM VERSOS

Vilma Duarte

 

Corôo-te com linda tiara de estrelas 

“Mulher-Mãe” que cintilas nos olhos 

A Poesia do Maior Amor do Mundo.

 

Afago-te carinhosa o teu colo prenhe 

Que multiplica amor milagrosamente 

Em vida para seres escolhidos da luz.

 

Benzo a tua boca de palavras santas 

Que nascem no teu coração amoroso 

Jorrando mananciais de exemplo e fé.

 

Aperto-te forte as mãos trabalhadeiras 

Que fazem e ensinam o ofício de viver 

Embalando nos braços a bravura tanta.

 

Reconheço-te mulher nas lutadas lutas 

De cama, mesa, berço e as além-lares 

Com a tal força imensa de seres assim.

 

Escrevo-te aqui, suave e doce honraria 

Que meu coração parceiro bateu de cor 

Em ritmados compassos de amor irmão!

 

Vilma Duarte: 

www.vilmaduarte.mayte.us

www.vaniadiniz.pro.br/vilma/index.htm 

http://www.poetasdelmundo.com/

on-line books: www.vilmaduarte.ebmayte.com/pedacos.exe 

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www.vilmaduarte.ebmayte.com/pingosdeamor.exe

Embaixadora da Paz Universal. Peace Circle, Genebra 


 

AS MÃES DE OUTRORA E AS MÃES DE HOJE. 

Alcina M.S.Azevedo

 

Ser mãe nos tempos modernos está cada vez mais difícil.

Foi-se o tempo que ela era a rainha do lar, 

oferecia almoços e jantares com os familiares reunidos,

sempre havendo respeito e apreciação pelos conselhos 

e sugestões dadas pelos pais e mães aos seus filhos. 

Estes, mesmo que não concordassem com algumas coisas, 

argumentavam com respeito e sem afrontamento.

Hoje tudo mudou! 

Os falsos valores tomaram conta das cabeças dos jovens, 

e eles sentem-se donos do mundo e conhecedores de tudo.

A mídia e o modismo imperando em todos 

os aspectos de vida da juventude.

As famílias não se reúnem mais, 

pois os pais saem para trabalhar, 

os filhos para estudar e trabalhar também, 

(isso quando trabalham e estudam) 

e ninguém se encontra mais. 

Todos chegam a noite, em horários diferentes, 

o lar funciona como se fosse um hotel.

Alguns filhos resolvem optar pelo consumo de álcool 

e outros vícios, e passam suas horas livres 

ao lado de amigos, em bares e discotecas, 

ou motéis com suas namoradas que vão variando vez ou outra. 

Juventude desenfreada, a mídia tomando 

conta de tudo que é ilusório mas é tentador. 

E como sempre o que seduz também engana, 

assim caminha a nossa humanidade.

Já vi dois tipos de famílias com comportamentos diferentes. 

Aquelas que sabem de tudo que seus filhos fazem de errado, 

mas ignoram dizendo: “meus filhos estão ótimos, 

nossa família é unida.” 

Esses pais não querem atritos com seus filhos 

e aderem a todo modismo e mudança de comportamento, 

dizendo: 

”hoje é assim, não é mais como no meu tempo.”

Quanto ao outro comportamento que citei, 

são aqueles pais que brigam, contestam, 

não aceitam e nem fazem questão 

de terem atritos com seus filhos.

Esses pais são chamados pelos jovens, 

de pais ultrapassados, que não os entendem, 

e cada vez mais se afastam do lar, 

pois lá ninguém os entendem.

Mas chegou o dia das Mães!!! 

Nesse dia, alguns filhos prestam-lhe homenagem, 

pois a TV avisou: ”Compre seu presente para aquela que lhe deu a vida”. 

A televisão tem força sobre eles. 

E lá vão os lindos filhinhos, que o ano todo só souberam gritar, 

e magoar a mãe com disparates, beijar e abraçar a mãezinha.

Mas a rainha do lar de antigamente desapareceu e, 

acho bom que ela se cuide logo, 

para não ficar sem lar e ir acabar 

seus dias em um asilo de velhos, 

quando esta perder as forças para continuar lutando.

Acho que alguns jovens que lerem esta mensagem, dirão: 

”Eta mãe rabugenta!” risos

 

Alcina M.S.Azevedo:

http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/1054795

 

 

Obrigada, meu filho! 

Rose Mori 

 

Filho, eu te agradeço por tua existência em minha vida. 

Sem ti, jamais eu poderia ter sentido as dores do parto, 

acompanhadas de lágrimas de alegria ao te receber em meio seio. 

Sem ti, eu jamais saberia o que é passar as noites em claro 

velando teu sono agitado, temerosa por tua saúde. 

Sem ti, eu nunca teria conhecido a alegria 

de ter ver balbuciar, pela primeira vez, o meu nome, 

estender os bracinhos e ensaiar os primeiros passos 

em direção aos meus braços. 

Se não fosse por ti, 

eu não teria sentido as apreensões 

que acompanham o crescimento de uma criança 

e sua adolescência repleta de questionamentos...

E novamente as noites em claro 

à espera de tua volta em segurança para casa, 

quando saias com teus amigos para as baladas, 

receosa de que esquecesses todos os conselhos 

que havia te dado a respeito do mundo. 

Te agradeço por todas as sensações que pude experimentar,

desde a hora de teu nascimento e até hoje, 

quando homem feito, acaricias meus cabelos embranquecidos 

e me amparas em teus braços como se fosse eu, a tua criança. 

Te agradeço, filho, 

mas agradeço primeiro a Deus, 

por ter me permitido sentir a felicidade de ser Mãe!

 

Rose Mori: 

http://www.fantasiasdaalma.com.br/ 

 

 

Ah! Se eu pudesse ainda! 

Grazi Ventura 

07/05/08 

 

Se eu pudesse ainda 

Minha mãe encontrar 

Eu lhe daria o mais belo vestido, 

Para que ela o pudesse usar.

 

Seu eu pudesse ainda 

Minha mãe encontrar 

Eu lhe daria o melhor perfume 

Para ela se perfumar.

 

Se eu pudesse ainda 

Minha mãe encontrar 

A mais bela jóia eu lhe daria. 

Para com ela se adornar.

 

Mas hoje ela enfeita o Céu. 

Lá eu não posso chegar. 

E para encontrar minha mãe,

Por ela só posso agora orar!

 

07/05/2008

Grazi H. Ventura: 

http://www.familiaborbapinheiro.com/poeta_grazi.htm

 

 

Conversando com minha MÃE 

Adelia Mateus

 

Mãezinha ! 

De onde a senhora está, 

sei que sabe a saudade que sinto. 

Como é difícil o meu viver sem a 

sua presença. 

Vivo das lembranças do passado... 

Mulher batalhadora que soube 

me mostrar os caminhos da vida. 

Tudo que sou hoje agradeço o esforço 

e sacrifício que fizeste por mim. 

Mas o que eu queria mesmo, é

 ter a senhora ao meu lado.

Sei que papai do céu a queria ao lado dele. 

E eu fico aqui chorando, sentindo sua falta. 

Os anos passam mas a saudade continua 

a mesma.

O vazio que sinto é imenso. 

O que me conforta é saber que quando

 chegar a minha hora ficarei ao seu lado. 

 

Beijos eternos de sua filha.

Maio/08

Adelia Mateus: 

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=47519

Publicado no Recanto das Letras Código do texto: T1554406 

 

 

Mãe 

Tere Penhabe 

 

Mãe... 

Se eu ainda pudesse 

tocar no seu rosto, ver o seu sorriso 

caminhar ao seu lado, 

vendo o sol nascer 

estou certa que a vida não ia parecer 

tão vazia... 

Você me faz falta, tanta falta! 

Como a chuva nas plantas, ou o sol 

como o verbo em tudo que dizemos 

como um sonho que eu tinha e acabou 

quando você foi embora.

 

Mãe... 

Eu não sei se pode me ouvir 

mas se puder,

queria que soubesse 

que de tudo no mundo que eu vivi 

você foi a sensação mais forte que eu pude ter 

de ser amada... 

Era muito bom poder contar com o seu ombro 

ouvir seu coração batendo junto ao meu 

ter a certeza de nunca estar sozinha 

e quando o medo me sondava a alma 

poder segurar na sua mão tão calorosa.

 

Mãe... 

Se aí onde você está, tiver dia das mães 

aceite o meu abraço do tamanho do mundo 

com o meu melhor carinho 

e todo o meu amor por você.

 

Santos, 24/04/2005 - 16:53 hs

Tere Penhabe: 

http://www.amoremversoeprosa.com

 

 

A ti, Mulher e mãe! 

Eugénio de Sá 

 

Tanto de ti, mulher, queres consagrar

Tantos cansaços, tantos sofrimentos... 

Quantos golpes de rins tu tens de dar 

P'ra fazer face a tais cometimentos!

 

E se outros mais encantos não se mostram 

Nesse teu rosto a sulcos retratado 

É porque os mais desgostos se confrontam 

Com o riso nos teus lábios, apagado!

 

Mulher e mãe, julgada e julgadora 

Todos te flagelam, implacáveis 

Quando dos males te apontam causadora

 

Mas os credos de Deus são insondáveis 

E como Salomão, és sabedora 

Que os dons do coração são indomáveis!

 

Eugénio de Sá:

http://artculturalbrasilreinodapoesia.blogspot.com/2009/01/eugenio-de-sa.html 

 

 

Glosando: Delcy Canalles 

Gislaine Canales

 

ÉS, MÃEZINHA!

 

MOTE:

 

És paz que ampara minha alma!

És luz que me dá calor

És bondade que me acalma!

És, mãezinha, o meu amor!

 

 

És paz que ampara minha alma!

És um lago de ternura! 

És um oceano da calma! 

És felicidade pura!

 

És o sol da minha vida! 

És luz que me dá calor!

És a imagem mais querida!

És do arco-íris, a cor!

 

És sorriso que se espalma! 

És de todos, a alegria! 

És bondade que me acalma! 

És tu, a própria poesia!

 

És a minha inspiração! 

És meu anjo protetor! 

És minha doce emoção! 

És mãezinha, o meu amor!

 

Gislaine Canales: 

http://trovaspequenasnotaveis.blogspot.com/2009/01/seleo-de-gislaine-canales.html 

 

 

Mãe 

Érika Renata

 

Pensei em falar de Amor, porém, por vezes, 

ele se faz Ciúme, tornando-se Egoísmo 

em nossas almas encobertas de fragilidades.

 

Analisei a Amizade, e ela me fez compreender a 

nobreza de ser a Amizade tal sentimento,

 que se fragmenta em outros Afetos e 

se faz Doação, tal qual uma Mãe.

 

Diante do impasse, cantarei as Mães Amigas.

 

Amigas protetoras de filhos carregados no ventre, 

ou as que criam o presente divino

 gerado em outras mães: Divisão!

 

Amigas que nutrem a esperança nos momentos em 

que um filho está no solo da desilusão: Coragem!

 

Cantarei as Mães Maravilhas: trabalham, 

são mães e pais, estudantes noturnas,

 rezadeiras, médicas... Mulheres!

 

Caminhemos os olhares para o gritar 

silencioso das mães dos cárceres, que 

estão entre as páginas da discriminação: Lição!

 

Meninas que cantam cantigas de roda, 

contam histórias, eternizam a cultura, 

retocam o batom: Mulheres Modernas!

 

Fadas de nomes, e sem nomes, futuras mães 

e mulheres que perderam filhos: 

Esperanças!

 

Grito, Rocha, Cristal, Coragem, Alma de Pétalas Divinas: 

sempre Mães!

 

Érika Renata: 

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=49127

 

 

MATERNIDADE... 

Marise Ribeiro 

 

É ventre adubado para gerar 

a vida plantada pelo amor...

 

É redoma sagrada para transformar 

o botão na flor do Criador...

 

É tempo preparado para acarinhar 

a seiva profícua do crescimento...

 

É emoção frágil a qualquer movimento 

de um ramo ou uma pétala a balançar...

 

É sentimento aguçado, fonte de proteção 

que traz pra si todas as mudanças...

 

É sorriso colhido e amparado na mão 

do fruto maturado na esperança...

 

Maternidade... é sentir-se um pouco Maria, 

ao doar à posteridade sua sublime poesia! 

 

Marise Ribeiro: 

http://www.mariseribeiro.com/ 

 

 

 MÃE 

Tarcísio R. Costa 

 

Oh! mãe, doce mãe d'amor, 

Sois encanto, magia, carinho, 

Elo que nos une ao Criador, 

Sois no sofrimento, candor.

 

Sois alegria, ventura e cor, 

Sois refúgio no sofrimento, 

Nas dores és o lenimento, 

Sois a síntese do amor.

 

Vosso olhar é serenidade 

Revela mimo e coragem, 

Sempre és, a qualquer hora

O símbolo da verdade

 

Sois muito, muito querida, 

Com'a santa Nossa Senhora, 

Sois a resumo da vida. 

 

Tarcísio Ribeiro Costa: 

http://www.tarcisiocosta.com.br/ 

 

 

MÃE, MUDOU A ROTINA!

Ógui Lourenço Mauri

 

Mãe, quantas mudanças desde a tua partida! 

Tua falta me impôs alterar a rotina... 

E, a partir da caminhada matutina, 

Mudou-se o cotidiano de minha vida. 

Logo cedo, agora faço outro caminho, 

Pois eu já não tenho mais teu cafezinho, 

O de todas as manhãs, na tua acolhida.

 

Como faz falta tua piada matinal, 

Eis que mesmo com as sem graça eu sorria. 

Teu semblante irradiava tanta alegria, 

De mãe para filho, nexo umbilical... 

Não tenho mais notícias da vizinhança, 

Nem de meus amigos dos tempos de criança, 

Máxime as tais de enfoque confidencial.

 

Eu passo bem longe de tua casa agora. 

Evito, assim, lembrar que tu já partiste, 

Contorno o dissabor dum momento triste, 

O da certeza de que já foste embora... 

Sei, contudo, que ainda guias os passos meus, 

Pois, sempre que preciso falar com Deus, 

Vejo, desde o Alto, a imagem da senhora. 

 

Catanduva (SP), 26/04/2006

Ógui Lourenço Mauri: 

http://ogui.mauri.zip.net/ 

 

 

ASSIM SÃO AS MÃES 

Marcial Salaverry 

 

Mãe, diz o ditado, 

é desfiar fibra por fibra seu coração. 

Na verdade, 

ser mãe é viver a suprema emoção, 

de sentir dentro de seu ventre 

uma vida se desenvolver... 

E depois, emocionada, vê-lo nascer... 

Ouvir seus primeiros vagidos, 

música para seus ouvidos. 

Seus primeiros passos orientar, 

para a vida o preparar... 

Durante sua caminhada, sempre ao lado, 

acompanhando cada passo dado, 

esquece-se de sua vida, 

dedicando-se em sua lida, 

sempre por seu futuro zelar, 

cada detalhe importante controlar... 

Acompanhar seu crescimento, 

zelar por seu desenvolvimento...

Mas por mais tempo que passe, 

para uma mãe, seu filho nunca crescerá... 

 

Marcial Salaverry: 

http://www.prosaepoesia.com.br/ 

 

 

SER MÃE 

Eri Paiva

 

Ser Mãe é acolher a vida com alegria 

De cada pequenino ser em gestação; 

É dispensar-lhe amor no dia-a-dia,

É ajudá-lo a crescer com perfeição!

 

Ser Mãe é ser proteção, ser segurança 

Se o pavor ou o medo ao filho invade; 

É incutir permanentemente confiança 

Buscando força na própria fragilidade!

 

Ser Mãe é esquecer-se ao ocultar a dor 

Para não ver o filho sofrer e se indispor 

De modo a fraquejar e perder a sua fé!

 

Ser Mãe é algo tão sublime, tão divino 

Que até o próprio Deus se fez menino 

Para ter mãe ao nascer de uma mulher!

 

Em 04.04.2009

Eri Paiva: 

http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=33936

 

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS