Natal 2006 - 1.º Bloco

 

Autores do 1.º Bloco:

Humberto Rodrigues Neto (Humberto - poeta) / Angela Stefanelli / Francisco Simões Grace Spiller

 Maria da Fonseca / Ógui Lourenço Mauri / Alberto Peyrano / Daniel Cristal Efigênia Coutinho

 Raquel Caminha Matos (Lindinha)Bernardino Matos / Lydia Prando de Souza / Gui Oliva / Marcial Salaverry

 

 

Autoria: 

Humberto Rodrigues Neto

 

É

chegada

a hora, não do

aniversário de Jesus, mas

o instante inesquecível do seu renas- 

cimen-

to em cada um dos

nossos corações. É

aquele momento de contemplação, 

em que percebemos um brilho maior no olhar 

de cada irmão, os acordes de uma melodia mais terna

no can- 

tar das fontes, o

sussurrar de um acorde mais do-

ce nos cochichos trazidos pela voz do ven-

to! Há uma luz mais viva nos "spots" de cada vitrine

da cidade, e um brilho mais intenso no pisca-pisca de cada ár-

vore de Natal. É o Cristo chegando no sorriso escancarado das flores,

no si-

lêncio da noite

quieta, no calmo acalanto

de berços dormindo, no canto de pás-

saros festivos acordando madrugadas esquecidas

em beirais!... É o Cristo deixando mais uma vez as esferas

infinitas para vir viver conosco mais um Natal! É o seu renascimento

na oração que fazemos cada manhã e na prece que balbuciamos assim que a noite

cerra

as pálpebras do

dia!... Na beleza estupenda

desta noite de Natal, suave prenúncio das

clarinadas estridentes do advento de um novo ano,

que esse Cristo magnífico esteja presente na sinceridade de

cada aperto de mão, no amplexo leal de cada abraço, na pureza de cada

beijo, no carinho fraterno de cada sorriso recíproco, no calor de cada frase de saudação

e de incentivo, e na prece em conjunto a ser ofertada como presente ao aniversariante da noite:

Jesus! Nosso

guia! Nosso

rumo! Nos-

sa bússola e 

nossa luz!

 

Autoria: Humberto Rodrigues Neto (Humberto - poeta):

http://www.ecosdapoesia.net/autores/humbertorneto.htm 

 

 

 

FELIZ NATAL!

Angela Stefanelli

 

Uma linda Árvore

carregada de

Paz e Saúde,

Prosperidade e Amor.

É o que lhe desejo.

Para ganhar estes presentes, 

embeleze a sua vida

diariamente

com Fé e Alegria,

Bondade e Sabedoria,

Compreensão e Solidariedade.

Que a confraternização desse dia

seja mantida durante o Ano inteiro,

pois,

essa Energia Cósmica nos mantém

em contato com Deus.

Haja sempre um Sorriso

para os que estão cheios de amarguras;

um Abraço para os carentes de Amor;

Solidariedade para com os menos favorecidos;

Boa Vontade para com o próximo;

Perdão para com os injustos;

Piedade para com os orgulhosos!

 

Só assim poderemos manter

o espírito de Natal

e termos um Ano Novo

pleno de surpresas boas e felizes.

 

Angela Stefanelli:

http://www.amoresonhos.com/

(Direitos Reservados)

 

 

 

É NATAL

Francisco Simões

 

É Natal,

Mas talvez nem todos saibam

Talvez porque não caibam

No Natal.

 

Seu nome é José,

Ele não tem Maria

Já teve um dia

Hoje é só o Zé.

O Zé lá da praça

Que fala sozinho

Ou fala com os anjos,

Que fala baixinho

E sorri pra menina

Um anjo que passa

Que não fala com o Zé.

Ninguém sabe quem é,

As flores, o vento,

Os grãos de areia

Entendem José.

Os pássaros também.

A praça limita seus passos

Mas não seus pensamentos.

Sua mente alceia, alceia,

E passeia muito além.

Ninguém conhece o José,

José não conhece Belém.

A árvore de Natal na praça

Para José não passa

De uma alegria iluminada

Que pisca e pisca pra ele,

Que pisca e pisca, mais nada.

 

Seu nome é Maria

Da porta da igreja,

Está ali todo dia,

Talvez só Deus a veja.

A igreja é de Deus.

Ela ouviu a história

Dos bondosos Reis Magos.

Eles passam pra lá,

Eles passam pra cá,

Sem mirra, incenso ou ouro.

Para ela são Reis Magos

Que não lhe dão afagos,

Que não lhe dão presentes.

Nada ouvem por mais que peça

Pois, toda aquela gente

Leva nos pés muita pressa.

Sem pressa tocam os sinos

O seu anúncio etéreo:

"Nasceu o Deus-Menino".

 

Plantam-se ceias nas mesas,

Ouvem-se coros, orquestras,

Mas Maria não tem mesa,

Maria nem tem janela

Só tem a porta da igreja

E uma natalina certeza

De que a noite que agora boceja

Vai dormir sem lhe trazer festa.

 

Seu nome é Jesus,

Jesus, menino, 10 anos.

Ele não tem segredos

Apenas certezas miúdas

E muitas mágoas graúdas

Que esmagam a criança

E constroem sua cruz.

A boca gelada de silêncio,

Silêncio que grita mais alto

Que a voz das passeatas,

Que esconde o seu medo.

Escolaridade: mendicância.

Ele povoa a cidade

Entre tantos Jesus,

Entre tantos contrários,

Sem mangedoura, sem berçário,

Carregando sua fragilidade

Sem cobrar o que a vida

Há muito lhe deve: a infância.

Jesus, 10 anos, menino,

Por ele passam os sonhos

De tantos que levam planos

Na cabeça, nos passos,

No olhar, no sobressalto.

Nas mãos de Jesus uma lata

Onde cabe o seu espaço,

Onde fecha o seu destino.

 

É Natal

Mas eles não sabem

Talvez porque eles não cabem

No nosso Feliz Natal.

 

Autor: FRANCISCO SIMÕES:

http://www.francisco-simoes.com/index.htm

Em: Dezembro / 1998

                        (Esta poesia ganhou o prêmio de Melhor Crítica Social na 4.ª e na 6.ª edições 

do Concurso "Expressão da Alma", no Rio de Janeiro)

 

 

 

NATAL

Grace Spiller

 

Tempo de Paz e de Luz

De se interiorizar um pouco mais

Refletir e (re) descobrir em nosso Templo

Os melhores pensamentos

Os mais nobres sentimentos

Talvez adormecidos

Esquecidos no baú do materialismo

Na agitação do modernismo

Que esfriam os encontros essenciais

E atrofiam os gestos de amizade

De fraternidade e carinho

De mãos estendidas e acolhedoras

E palavras consoladoras

De ouvidos generosos

E olhos compreensivos...

 

Em nosso Templo

Jesus, silente, aguarda

Que despertemos

E em prática coloquemos

À disposição do nosso próximo

Nosso gesto mais amigo

Nossa compreensão

Sorriso que brote do coração

Abraço que aconchegue

E aqueça o corpo e a alma

Estimule e cure

Liberte mágoas e receios

Devolva a vida e a esperança

E o sorriso de criança

Ao sedento de carinho e aprovação...

 

Em nosso Templo

Jesus, silente, aguarda

Nosso gesto desprendido

A mais amorosa atitude

Que ao coração traz o amigo!

 

 

TRAZ A PAZ AO NOSSO MUNDO

Maria da Fonseca

 

O Menino vai nascer

Da Virgem cheia de Graça,

Para o Mundo proteger.

A todos ama e abraça.

 

Debruça-te sobre nós,

Ó Menino encantador,

Roga a Deus com Tua voz,

Que pra sempre afaste a dor.

 

Pra salvar os irmãos Teus,

Nosso Pai Te enviou,

Mandou-Te descer dos Céus,

Teu Viver sacrificou.

 

Menino da Salvação

Fortalece nossa prece,

Que o Amor no coração

Pra todos seja benesse.

 

Traz a Paz ao nosso Mundo

Sem querelas, sem rancor,

Neste espírito profundo

Que é o de Deus Nosso Senhor.

 

Maria da Fonseca:

http://poesiadanatureza.blogspot.com.br/
 

 

 

PRESÉPIO VIVO

Ógui Lourenço Mauri

 

Nos recantos pobres de minha cidade,

Em contraste com a arte das vitrinas,

Existem lá os presépios de verdade,

Debaixo da ponte ou num prédio em ruínas.

 

Enquanto nas lojas em exposição,

A opulência desfigura Belém,

Lá, sob a luz de vela ou de lampião,

Uma "Maria" pare um filho também.

 

Em vez de arte e luz fluorescente,

Atrativos do comércio natalino,

Na pobreza chega mais um inocente,

Uma indigente ganha mais um menino.

 

Há sempre um Papai Noel em cada esquina.

E nele se fixa todo um horizonte...

Total alvoroço diante da vitrina,

Ninguém chega a olhar debaixo da ponte.

 

Nem o choro alto do recém-nascido,

Que vem do subterrâneo miserável,

Atrai ao presépio vivo, escondido,

Alguém da vã sociedade responsável.

 

Ógui Lourenço Mauri

03.12.2005~

Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em:

http://ogui.mauri.zip.net/

 

 

PESEBRE VIVO

Ógui Lourenço Mauri

Versión en Español: Alberto Peyrano

 

En los pobres escondrijos de mi ciudad,

Contrastando con las artísticas vitrinas,

Existen los pesebres de verdad,

Debajo del puente o en un solar en ruinas.

Mientras en las tiendas en exposición,

La opulencia desnaturaliza a Belén,

Allá, bajo la luz de la vela o del farol,

Una "María" pare un hijo también.

En lugar de arte y luz fluorescente,

Atracciones del comercio navideño,

En la pobreza es recibido otro inocente

Y una indigente gana otro pequeño.

Hay siempre un Papá Noel en cada esquina.

Y él es como un horizonte referente...

Es total la algarabía frente a la vitrina,

Pero nadie mira debajo del puente.

Ni el llanto agudo del recién nacido,

Que brota del tugurio miserable,

Atrae hacia el pesebre vivo y escondido,

A alguien de la vana sociedad responsable.

 

Ógui Lourenço Mauri 03.12.2005

Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em: 

http://ogui.mauri.zip.net/

 

 

NAVIDAD

© Alberto Peyrano

 

Te espero, mi Navidad,

porque siempre estás llegando.

Yo no te encuentro en diciembre

porque hay niños con hambre

y en la hondura de sus ojos

no se ve la Luz del Sol!

Mientras se opacan los brillos

De sus desiertas miradas,

Hay alguien que sí celebra

Muy cerca del verde pino:

El que cuenta sus billetes

Y a dormir se va seguro

Sin haberte registrado

Más que en tarjetas postales

Y en regalos diplomáticos

Que tampoco le interesan.

Si es que llegas algún año

Ese día habrá una fiesta,

En cada hogar la alegría

Será la dueña y señora

Y las calles no podrán

Albergar niños hambrientos.

Nos daremos, al fin, cuenta,

Que es Navidad todo el año

Todo el día, todo el tiempo

Y con certeza las almas

Alejarán viejos miedos.

Dejemos vivir al Niño

En medio del corazón

No lo evoquemos en vano

Sino que siempre renazca

En cada buena intención.

Y recordemos cantando

En antiguos villancicos

Que Navidad no es un día,

No es diciembre 25,

Es conciencia meridiana

De paz, amor y hermandad.

Si escuchamos su mensaje

Despertaremos sonriendo

En bella Fraternidad.

 

Alberto Peyrano: 

http://www.rincondelpoeta.com.ar/poetas_amigospeyrano.htm

Alberto Peyrano: Poeta y cantautor argentino Incluido en el Directorio Poético de la UNESCO Co-fundador del Grupo-Taller de Producción Poética e Investigación Literaria "Conciencia Poética" Miembro del Comité del Proyecto Cultural Sur (La Habana, Cuba) Columnista de "Estrellas Poéticas" y "Expresiones"

 

 

PRESENTES DE NATAL

Daniel Cristal

 

O maior e melhor presente de Natal,

é ter-vos reunido no nosso salão

fruiremos do pão e do vinho cristão

a vela iluminando a Deus, sem outro igual.

 

Não há maior e melhor presente que o sorriso

da esposa, dos avós, dos netos e afilhados;

do pai que se desdobra em mil e um cuidados

para que esta festa seja riso e mais que isso...

 

Mais que isso: o espanto da neta alegre

que vê no ar a alma que a há-de erguer

ao Amor universal, e nele conviver;

 

Presente é presente aqui e em todo o lado,

e o maior e melhor é tê-lO como regra:

Ter o Amor expresso em todo o ser amado.

 

 

Natal de 2006 em Portugal 

Daniel Cristal: 

http://poetadanielcristal.blogspot.com.br/

 

 

NATAL COM AMOR

Efigênia Coutinho

 

Um amor de Natal, em face e atrás de mim,

ainda, na distância, depois de trezentos e mais dias.

 

Um Amor de Natal, pelos mistérios do tempo

no espaço, sinto seu abraço no meu laço!

 

Um Amor de Natal, que escreve e lê poemas,

quando meus olhos exigissem minutos de silêncio.

 

Um Amor de Natal, enviando as nações

celestes mensages de alegria.

 

Um Amor de Natal, que levando às falésias de sol, 

e lá de cima, jorrando preces dos anjos! 

 

Um Amor de Natal, na fortaleza dos teus braços,

de um sentimento com nozes e com pinhas!

 

Um Amor de Natal,na cor de mel ouro antigo,

chá e telha vã, esperando a hora do Amar!

 

Um Amor de Natal, sobre o meu peito,

a partir do santuário do teu leito!

 

É NATAL, nascerá esperança,

com a chegada duma criança!

 

Natal 2006

Efigênia Coutinho:

  AVSPE Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores 

http://www.avspe.org/

 

 

NATAL CRIANÇA

Raquel Caminha Matos (Lindinha)

 

Ao se aproximar do Natal penso em mim criança.

Era muita emoção, meu coração sempre acelerava,

pois eu era uma criança feliz, cheia de esperança,

mas não era fácil, a mãe viúva o trabalho a esperava.

 

Em todos os Natais recordo da Vila Santa Elisa,

lembro-me da minha infância novamente retratada

em árvores feita de galhos, luzes, bola enfeitada e lisa,

os gritos das crianças anunciava o Natal, a sua chegada.

As lembranças fazem eternizar a menina que ainda sou,

 

os instantes vividos, num Natal Feliz de esperança.

Nesse momento um grito de saudade entoou, chorei,

pois são forte as lembranças de minha criança.

 

As lágrimas que em meu rosto rolaram eram doce feito mel,

foram as boas lembranças dos meus Natais de criança,

sapatinho na janela, esperando o presente de Papai Noel,

O tempo passou rápido eu sei, mas jamais perdi a esperança.

 

Penso nas crianças pobres que nunca tiveram Natal feliz,

reúno minha família, arrecado roupa, sapato, brinquedo,

coloco num saco como se eu fosse mamãe Noel aprendiz,

encho o carro de presentes e saio para as ruas muito cedo.

 

Este Natal é de sentimento puro, minha árvore está decorada,

mas jamais esquecerei dos meninos de rua, dos pobres desvalidos,

das crianças com esperança de conhecer uma árvore iluminada,

dos pais sem filhos, que estão internados num asilo desprovidos.

 

Oro por todos eles, pois uma andorinha só, não faz verão.

Através das preces, Deus nos escuta e ameniza o sofrimento.

Meu ideal era vê-los sadio estudando, felizes de alma e coração.

Neste Natal vamos fazer uma prece para aliviar esse tormento.

 

Raquel Caminha Matos: 

http://www.avspe.org/index.php?pg=pfautor&idu=271&ndu=Lindinha68

 

 

O NATAL NO SERTÃO!

Bernardino Matos

 

Papai Noel, pro sertão,

não pode vir de trenó,

pois vai descer num cipó

esqueça aquele roupão,

vai usar nosso gibão,

bote uma calça de brim,

pois no sertão é assim,

reforce bem o assento,

pois vai andar de jumento,

por esse mundão sem fim.

 

Para os presentes levar,

usaremos a cangalha,

que quase nunca atrapalha,

de cada lado um caçuá,

para melhor arrumar,

os brinquedos das crianças,

tão cheias de esperanças,

esperando tão contentes,

a chegada dos presentes,

nessas sofridas andanças.

 

Elas estão conscientes,

dos limites da pobreza,

do tamanho da tristeza,

elas não são exigentes,

pois sabem que os presentes,

que poderão receber,

nem sempre vão escolher,

pois o dinheiro é contado,

depende do apurado,

que só Deus pode prover.

 

Papai Noel, veja bem,

o direito de sonhar, 

não depende do lugar,

o pobre sonha também,

embora aceite o que tem,

ele jamais se acomoda,

sabe que o mundo roda,

e na força desse giro,

no espaço dum suspiro,

o palco muda de moda.

 

Não bote no caçuá,

presente sofisticado,

pois vai chegar enguiçado,

ou, então, vai se quebrar,

de tanto o burro trotar.

 

O brinquedo é diferente,

mas não a força da mente,

pois não importa a nação,

é igual o coração.

Deus pôs a mesma semente.

 

Bote carros de madeira,

aquelas bolas de gude,

muita bóia pra açude,

um balaio de baladeira,

traga pião com ponteira,

um bocado de ioiô,

um brinquedo falador,

não esqueça as bonecas,

muito menos as petecas,

e também lápis de cor.

 

Coloque muito papel,

muitos rolos de cordão,

pois muitas pipas farão,

pra vê-las chegar ao céu,

pois saiba Papai Noel,

existe em cada palhoça,

em cada canto de roça,

um punhado de criança,

dizendo que a esperança,

vem chegando de carroça.

 

Se puder traga sapato,

alguns metros de tecidos,

pra se fazer uns vestidos,

mas tudo muito sensato,

pois nesse lugar pacato,

não traga nada de luxo,

pois quem vive no repuxo,

acha muito esquisito,

se vestir todo bonito,

sem ter comida no bucho.

 

Nesse meu sertão central,

Jesus é mais respeitado,

e menos incomodado,

o povo celebra o natal,

de forma mais integral,

existe celebração,

muita missa e oração,

o povo pede contrito,

com o coração aflito,

que Deus cuide do sertão.

 

Quando eu penso na fome,

na falta de assistência,

na dor de tanta carência,

na miséria que consome,

a esperança que some,

a crueldade que grassa,

a dor no peito não passa,

ao ver tanta gente triste,

meu coração não resiste,

meu natal fica sem graça.

 

Deus, não posso aceitar

que o Seu natal seja assim,

cheio de tanto festim,

tanta gente a cear,

outros a se embebedar,

enquanto vive ao relento,

sem um pouco de alento,

um pobre que é filho seu,

por quem o Senhor morreu,

machuca meu sentimento.

 

Oh! Deus mude esse painel,

faça que nesse natal,

o amor seja real,

não quero Papai Noel,

quero que desça do céu,

percorra nossos caminhos,

troque as armas por carinhos,

desarme os corações,

dê-lhes sonhos e paixões,

tire das rosas os espinhos.

 

Fortaleza, 13/12/06

Bernardino Matos:

http://www.cecypoemas.com/o_mais_perfeito_poema_bernardino_matos.htm

 

 

NATAL

Reflexão

Lydia Prando de Souza

 

Quando falamos a palavra Natal,

sempre nos vem à mente:

festa, alegria, luzes, cores,

roupas novas, guloseimas, presentes

e o tradicional Feliz Natal.

 

Mas afinal o que é o Natal?

Para entendermos, reportemo-nos, mentalmente,

para a data longínqua de dois mil anos atrás.

 

No cenário mental,

vamos encontrar uma humanidade sofrida,

desesperançosa, vivendo sob o jugo da lei.

Lei que, para o perdão dos pecados

era necessário o sacrifício de animais.

Lei do olho por olho, dente por dente.

 

Por outro ângulo, o Supremo Criador,

por amor às criaturas, num dado momento,

parte a corrente da lei e do sacrifício, e,

em Suas Mãos, resta um único elo...

Porém um Elo perfeito.

 

Então, Deus na Sua Sabedoria Infinita,

lança na terra esse Elo que servirá de interligação

entre o humano e o divino. 

 

E de acordo com a vontade do Pai,

Ele será o Divino Humano

a cumprir a lei divina na terra.

E assim aconteceu o Natal;

O nascimento de Jesus!

 

Mas com o passar dos tempos

a maioria dos homens esqueceram

valor primordial desse evento.

E os natais se tornaram meramente comerciais.

Os pais esqueceram de dizer aos filhos que:

 

"Deus amou o mundo de tal maneira,

que deu o seu Filho Unigênito,

para que todo aquele que nele crê,

não pereça, mas tenha a vida eterna."

 

A nossa infância e juventude, na sua maioria,

sabe apenas que o Natal é o dia do nascimento de Jesus,

dia de árvores enfeitadas, presépios,

roupas novas, presentes e banquetes.

Esta é a mensagem passadas de pais para filhos,

isto porque,

foi a mesma que receberam de seus antepassados.

 

Grande parte da humanidade não entendeu ainda,

que o verdadeiro espírito do Natal

é a celebração do novo pacto de Deus

para com os homens e o início de uma nova era...

 

Era de Paz,  fortalecimento da fé,

esperança, serenidade, sabedoria,

para todos àqueles que sabem como e onde buscar.

Uma nova era muito especial,

a do perdão gratuito dos pecados...

A Era da Graça.

 

Enfim, o Natal representa um banquete espiritual

que Deus colocou diante dos homens para quê,

todos aqueles que tiverem fome e sede de justiça,

sentem-se à mesa e fartem-se do delicioso Pão da Vida:

CRISTO!!!

 

Lydia Prando de Souza:

http://www.meu.cantinho.nom.br/poesias/efeito9/apenas_na_poesia.asp

 

 

O NATAL QUE DESEJO

Gui Oliva

 

Desejo MENINO DEUS, neste Natal,

aos meus queridos e a todos (as) os amigos (as),

que tenham voltados para Ti todos os sentidos:

 

os olhares atentos à Manjedoura

onde assim Nascido Vieste a nós com humildade 

para nos ensinar a repartir como irmãos...

fraternidade

 

que sintam todos os aromas e os perfumes

das presenças amigas e queridas

aceitando as ausências, em verdade,

pela crença em Ti...

e à Tua Vontade

 

que usufruam o calor do tato

oferecendo todos os apertos de mãos,

os beijos e abraços

 

que expressem com real sinceridade

o Teu Amor e a Tua Amizade

 

que degustem com prazer

o sabor de Tuas Palavras

transmitindo o sal de Tua Lavra

o óleo ungido por Tua Benção

Deus Criança

para manter -lhes em cada coração

toda a Tua Esperança

 

por fim que ouçam com atenção

dos Teus Sons a melodia,

que acertem o passo por um país,

por um mundo, de justiça e harmonia

nesse Teu Compasso

e que cada um seja capaz de,

seguindo Teu Exemplo, construir a paz!

 

Gui Oliva

http://www.vidaemcaminho.com.br/

 

 

ENTÃO É NATAL...

Marcial Salaverry

 

Natal... data realmente mágica...

Nem todos interpretam como deveriam...

Esquecem-se do motivo real

De existir o Natal...

É um aniversariante muito especial.

Ele só espera de todos, muita compreensão...

Muito amor no coração...

Nasceu numa manjedoura...

Lugar simples... Ele não quer luxo,

Nem todos só enchendo o bucho...

Ele quer ver o mundo em Paz...

E disso o mundo não é capaz...

Ao invés de festas luxuosas,

Presentes, comidas gostosas,

Que tal um recolhimento interior?

Presenteie com Amor...

Alivie, de quem sofre, a dor...

Leve amor, compreensão, solidariedade, carinho,

A quem, se encontra abandonado, sozinho...

Quer presentear o aniversariante?

Então ame bastante...

Com muito amor no coração...

Todos daremos a Ele um presentão.

 

Marcial Salaverry:

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=696

 

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS