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Reflexões...
"Mudar em movimento, mas sem deixar de ser o mesmo ser que muda. Como um rio." Thiago de Mello

 
 
NATAL 2006 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Diversos Autores   


Com o fraterno abraço de todos os poetas participantes desta Ciranda Natalina:

 Image

* Art by Crys:  http://www.artpoema.com/


É
chegada
a hora, não do
aniversário de Jesus, mas
o instante inesquecível do seu renas-
cimen-
to em cada um
dos nossos corações. É
aquele momento de contemplação,
 em que percebemos um brilho maior no olhar
 de cada irmão, os  acordes de uma melodia mais terna
no can-
tar das fontes, o
sussurrar de um acorde mais do-
ce nos cochichos trazidos pela voz do ven-
to! Há uma luz mais viva nos “spots” de cada vitrine
da cidade, e um brilho mais intenso no pisca-pisca de cada ár-
vore de Natal. É o Cristo chegando no sorriso escancarado das flores,
no  si-
lêncio da noite
quieta, no calmo acalanto
de berços dormindo, no canto de pás-
saros festivos acordando madrugadas esquecidas
 em beirais!... É o Cristo deixando mais uma vez as esferas
infinitas para vir viver conosco mais um Natal! É o seu renascimento
 na oração que fazemos cada manhã e na prece que balbuciamos assim que a noite
cerra
as pálpebras do
 dia!... Na beleza estupenda
desta noite de Natal, suave prenúncio das
clarinadas estridentes do advento de um novo ano,
que esse Cristo magnífico esteja presente na sinceridade de
 cada aperto de mão, no amplexo leal de cada abraço, na pureza de cada
beijo, no carinho fraterno de cada sorriso recíproco, no calor de cada frase de saudação
e de incentivo, e na prece em conjunto a ser ofertada como presente ao aniversariante da noite:
Jesus!  Nosso
guia!   Nosso
rumo!    Nos-
sa bússola e
nossa     luz!
 
Autoria: Humberto Rodrigues Neto (Humberto - poeta): http://www.ecosdapoesia.net/autores/humbertorneto.htm

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FELIZ  NATAL!
 Angela Stefanelli


Uma linda Árvore
carregada de
Paz e Saúde,
Prosperidade e Amor.
É o que lhe desejo.

Para ganhar estes presentes,
embeleze a sua vida
diariamente
com Fé e Alegria,
Bondade e  Sabedoria,
Compreensão e  Solidariedade.

Que a confraternização desse dia
seja mantida durante o Ano inteiro,
pois,
essa Energia Cósmica nos mantém
em contato com Deus.

Haja sempre um Sorriso
para os que estão cheios de amarguras;
um Abraço para os carentes de Amor;
Solidariedade para com os menos favorecidos;
Boa Vontade para com o próximo;
Perdão para com os injustos;
Piedade para com os orgulhosos!
 
Só assim poderemos manter
o espírito de Natal
e termos um Ano Novo
pleno de surpresas boas e felizes.
 
Angela Stefanelli: http://www.amoresonhos.com/
(Direitos Reservados)


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É  NATAL
Francisco Simões


É Natal,
Mas talvez nem todos saibam
Talvez porque não caibam
No Natal.

Seu nome é José,
Ele não tem Maria
Já teve um dia
Hoje é só o Zé.
O Zé lá da praça
Que fala sozinho
Ou fala com os anjos,
Que fala baixinho
E sorri pra menina
Um anjo que passa
Que não fala com o Zé.
Ninguém sabe quem é,
As flores,  o vento,
Os grãos de areia
Entendem José.
Os pássaros também.
A praça limita seus passos
Mas não seus pensamentos.
Sua mente alceia, alceia,
E passeia muito além.
Ninguém conhece o José,
José não conhece Belém.
A árvore de Natal na praça
Para José não passa
De uma alegria iluminada
Que pisca e pisca pra ele,
Que pisca e pisca, mais nada.

Seu nome é Maria
Da porta da igreja,
Está ali todo dia,
Talvez só Deus a veja.
A igreja é de Deus.
Ela ouviu a história
Dos bondosos Reis Magos.
Eles  passam  pra  lá,
Eles  passam  pra  cá,
Sem mirra, incenso ou ouro.
Para ela são Reis Magos
Que não lhe dão afagos,
Que não lhe dão presentes.
Nada ouvem por mais que peça
Pois, toda aquela gente
Leva nos pés muita pressa.
Sem pressa tocam os sinos
O seu anúncio etéreo:
“Nasceu o Deus-Menino”.

Plantam-se ceias nas mesas,
Ouvem-se coros, orquestras,
Mas Maria não tem mesa,
Maria nem tem janela
Só tem a porta da igreja
E uma natalina certeza
De que a noite que agora boceja
Vai dormir sem lhe trazer festa.

Seu nome é Jesus,
Jesus, menino, 10 anos.
Ele não tem segredos
Apenas certezas miúdas
E muitas mágoas graúdas
Que esmagam a criança
E constroem sua cruz.
A boca gelada de silêncio,
Silêncio que grita mais alto
Que a voz das passeatas,
Que esconde o seu medo.
Escolaridade: mendicância.
Ele povoa a cidade
Entre tantos Jesus,
Entre tantos contrários,
Sem mangedoura, sem berçário,
Carregando sua fragilidade
Sem cobrar o que a vida
Há muito lhe deve: a infância.
Jesus, 10 anos, menino,
Por ele passam os sonhos
De tantos que levam planos
Na cabeça,  nos passos,
No olhar,  no sobressalto.
Nas mãos de Jesus uma lata
Onde cabe o seu espaço,
Onde fecha o seu destino.

É Natal
Mas eles não sabem
Talvez porque eles não cabem
No nosso Feliz Natal.


Autor:
  FRANCISCO  SIMÕES: http://www.franciscosimoes.com.br/
        Em:   Dezembro / 1998

(Esta poesia ganhou o prêmio de Melhor Crítica Social na 4ª  e na 6ª  edições do Concurso “Expressão da Alma”, no Rio de Janeiro)

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NATAL
Grace Spiller

Tempo de Paz e de Luz
De se interiorizar um pouco mais
Refletir e (re) descobrir em nosso Templo
Os melhores pensamentos
Os mais nobres sentimentos
Talvez adormecidos
Esquecidos no baú do materialismo
Na agitação do modernismo
Que esfriam os encontros essenciais
E atrofiam os gestos de amizade
De fraternidade e carinho
De mãos estendidas e acolhedoras
E palavras consoladoras
De ouvidos generosos
E olhos compreensivos...

Em nosso Templo
Jesus, silente, aguarda
Que despertemos
E em prática coloquemos
À disposição do nosso próximo
Nosso gesto mais amigo
Nossa compreensão
Sorriso que brote do coração
Abraço que aconchegue
E aqueça o corpo e a alma
Estimule e cure
Liberte mágoas e receios
Devolva a vida e a esperança
E o sorriso de criança
Ao sedento de carinho e aprovação...

Em nosso Templo
Jesus, silente, aguarda
Nosso gesto desprendido
A mais amorosa atitude
Que ao coração traz o amigo!


* Poema editado também nos sites:

Fofa Slides (http://www.fofaslides.com.br/natal/natal/). Clique aqui: Natal/grace

Grupo Ecos da Poesia (http://www.ecosdapoesia.net/): Clique aqui: Natal 2006

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TRAZ A PAZ AO NOSSO MUNDO
Maria da Fonseca


O Menino vai nascer
Da Virgem cheia de Graça,
Para o Mundo proteger.
A todos ama e abraça.

Debruça-te sobre nós,
Ó Menino encantador,
Roga a Deus com Tua voz,
Que pra sempre afaste a dor.

Pra salvar os irmãos Teus,
Nosso Pai Te enviou,
Mandou-Te descer dos Céus,
Teu Viver sacrificou.

Menino da Salvação
Fortalece nossa prece,
Que o Amor no coração
Pra todos seja benesse.

Traz a Paz ao nosso Mundo
Sem querelas, sem rancor,
Neste espírito profundo
Que é o de Deus Nosso Senhor.

Maria da Fonseca: http://br.geocities.com/mariadafonseca2004/index

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PRESÉPIO VIVO
Ógui Lourenço Mauri


Nos recantos pobres de minha cidade,
Em contraste com a arte das vitrinas,
Existem lá os presépios de verdade,
Debaixo da ponte ou num prédio em ruínas.

Enquanto nas lojas em exposição,
A opulência desfigura Belém,
Lá, sob a luz de vela ou de lampião,
Uma "Maria" pare um filho também.

Em vez de arte e luz fluorescente,
Atrativos do comércio natalino,
Na pobreza chega mais um inocente,
Uma indigente ganha mais um menino.

Há sempre um Papai Noel em cada esquina.
E nele se fixa todo um horizonte...
Total alvoroço diante da vitrina,
Ninguém chega a olhar debaixo da ponte.

Nem o choro alto do recém-nascido,
Que vem do subterrâneo miserável,
Atrai ao presépio vivo, escondido,
Alguém da vã sociedade responsável.

Ógui Lourenço Mauri
03.12.2005~

Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em: 
http://www.maritrujillo.com/



PESEBRE VIVO
Ógui Lourenço Mauri

Versión en Español:
Alberto Peyrano: http://www.megaone.com/peyrano/indice.htm



En los pobres escondrijos de mi ciudad,
Contrastando con las artísticas vitrinas,
Existen los pesebres de verdad,
Debajo del puente o en un solar en ruinas.

Mientras en las tiendas en exposición,
La opulencia desnaturaliza a Belén,
Allá, bajo la luz de la vela o del farol,
Una "María" pare un hijo también.

En lugar de arte y luz fluorescente,
Atracciones del comercio navideño,
En la pobreza es recibido otro inocente
Y una indigente gana otro pequeño.

Hay siempre un Papá Noel en cada esquina.
Y él es como un horizonte referente...
Es total la algarabía frente a la vitrina,
Pero nadie mira debajo del puente.

Ni el llanto agudo del recién nacido,
Que brota del tugurio miserable,
Atrae hacia el pesebre vivo y escondido,
A alguien de la vana sociedad responsable.

Ógui Lourenço Mauri
03.12.2005

 
Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em: 
http://www.maritrujillo.com/

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NAVIDAD
© Alberto Peyrano


Te espero, mi Navidad,
porque siempre estás llegando.
Yo no te encuentro en diciembre
porque hay niños con hambre
y en la hondura de sus ojos
no se ve la Luz del Sol!
Mientras se opacan los brillos
De sus desiertas miradas,
Hay alguien que sí celebra
Muy cerca del verde pino:
El que cuenta sus billetes
Y a dormir se va seguro
Sin haberte registrado
Más que en tarjetas postales
Y en regalos diplomáticos
Que tampoco le interesan.
Si es que llegas algún año
Ese día habrá una fiesta,
En cada hogar la alegría
Será la dueña y señora
Y las calles no podrán
Albergar niños hambrientos.
Nos daremos, al fin, cuenta,
Que es Navidad todo el año
Todo el día, todo el tiempo
Y con certeza las almas
Alejarán viejos miedos.
Dejemos vivir al Niño
En medio del corazón
No lo evoquemos en vano
Sino que siempre renazca
En cada buena intención.
Y recordemos cantando
En antiguos villancicos
Que Navidad no es un día,
No es diciembre 25,
Es conciencia meridiana
De paz, amor y hermandad.
Si escuchamos su mensaje
Despertaremos sonriendo
En bella Fraternidad.

Alberto Peyrano: http://www.megaone.com/peyrano/indice.htm


Alberto Peyrano:

Poeta y cantautor argentino
Incluido en el Directorio Poético de la UNESCO
Co-fundador del Grupo-Taller de Producción Poética e Investigación Literaria "Conciencia Poética"
Miembro del Comité del Proyecto Cultural Sur (La Habana, Cuba)
Columnista de "Estrellas Poéticas" y "Expresiones"

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PRESENTES DE NATAL
Daniel Cristal
 

O maior e melhor presente de Natal,
é ter-vos reunido no nosso salão
fruiremos do pão e do vinho cristão
a vela iluminando a Deus, sem outro igual.
 
Não há maior e melhor presente que o sorriso
da esposa, dos avós, dos netos e afilhados;
do pai que se desdobra em mil e um cuidados
para que esta festa seja riso e mais que isso...
 
Mais que isso: o espanto da neta alegre
que vê no ar a alma que a há-de erguer
ao Amor universal, e nele conviver;
 
Presente é presente aqui e em todo o lado,
e o maior e melhor é tê-lO como regra:
Ter o Amor expresso em todo o ser amado.

Natal de 2006 em Portugal

Daniel Cristal: http://www.avspe.eti.br/poetas/daniel.htm 

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NATAL COM AMOR
Efigênia Coutinho


Um Amor de Natal, em face e atrás de mim,
ainda, na distância, depois de trezentos e mais dias.

Um Amor de Natal, pelos mistérios do tempo
no espaço, sinto seu abraço no meu laço!

Um Amor de Natal, que escreve e lê poemas,
quando meus olhos exigissem minutos de silêncio.

Um Amor de Natal,enviando as nações
celestes mensagens de alegria.

Um Amor de Natal, que levando às falésias de sol,
e lá de cima, jorrando preces dos anjos!

Um Amor de Natal, na fortaleza dos teus braços,
de um sentimento com nozes e com pinhas!

Um Amor de Natal,na cor de mel ouro antigo,
chá e telha vã, esperando a hora do Amar!

Um Amor de Natal,sobre o meu peito,
a partir do santuário do teu leito!

É NATAL, nascerá esperança,
com a chegada duma criança!


Natal 2006

Efigênia Coutinho: http://www.avspe.eti.br/
AVSPE Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores
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NATAL CRIANÇA
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)


Ao se aproximar do Natal penso em mim criança.
Era muita emoção, meu coração sempre acelerava,
pois eu era uma criança feliz, cheia de esperança,
mas não era fácil, a mãe viúva o trabalho a esperava.

Em todos os Natais recordo da Vila Santa Elisa,
lembro-me da minha infância novamente retratada
em árvores feita de galhos, luzes, bola enfeitada e lisa,
os gritos das crianças anunciava o Natal, a sua chegada.

As lembranças fazem eternizar a menina que ainda sou,
os instantes vividos, num Natal Feliz de esperança.
Nesse momento um grito de saudade entoou,
chorei, pois são forte as lembranças de minha criança.

As lágrimas que em meu rosto rolaram eram doce feito mel,
foram as boas lembranças dos meus Natais  de criança,
sapatinho na janela, esperando o presente de  Papai Noel,
O tempo passou rápido eu sei, mas jamais perdi a esperança.
 
Penso nas crianças pobres que nunca tiveram Natal feliz,
reúno minha família, arrecado roupa, sapato, brinquedo,
coloco num saco como se eu fosse mamãe Noel aprendiz,
encho o carro de presentes e saio para as ruas muito cedo.
 
Este Natal é de sentimento puro, minha árvore está decorada,
mas jamais esquecerei dos meninos de rua, dos pobres desvalidos,
das crianças com esperança de conhecer uma árvore iluminada,
dos pais sem filhos, que estão internados num asilo desprovidos.

Oro por todos eles, pois uma andorinha só, não faz verão.
Através das preces, Deus nos escuta e ameniza o sofrimento.
Meu ideal era vê-los sadio estudando, felizes de alma e coração.
Neste Natal vamos fazer uma prece para aliviar esse tormento.

Raquel Caminha Matos: http://www.avspe.eti.br/poetas/raquel.htm


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O NATAL NO SERTÃO!
Bernardino Matos


Papai Noel, pro sertão,
não pode vir de trenó,
pois vai descer num cipó
esqueça aquele roupão,
vai usar nosso gibão,
bote uma calça de brim,
pois no sertão é assim,
reforce bem o assento,
pois vai andar de jumento,
por esse mundão sem fim.
 
Para os presentes levar,
usaremos a cangalha,
que quase nunca atrapalha,
de cada lado um caçuá,
para melhor  arrumar,
os brinquedos das  crianças,
tão cheias de esperanças,
esperando tão contentes,
a chegada dos presentes,
nessas sofridas andanças.
 
Elas estão conscientes,
dos limites da pobreza,
do tamanho da tristeza,
elas não são exigentes,
pois sabem que os presentes,
que poderão receber,
nem sempre vão escolher,
pois o dinheiro é contado,
depende do apurado,
que só Deus pode prover.
 
Papai Noel, veja bem,
o direito de sonhar,
não depende do lugar,
o pobre sonha também,
embora aceite o que tem,
ele jamais se acomoda,
sabe que o mundo roda,
e na força desse giro,
no espaço dum suspiro,
o palco muda de moda.
 
Não bote no caçuá,
presente sofisticado,
pois vai chegar enguiçado,
ou, então, vai se quebrar,
de tanto o burro trotar.
O brinquedo é diferente,
mas não a força da mente,
pois não importa a nação,
é igual o coração.
Deus pôs a mesma semente.
 
Bote carros de madeira,
aquelas bolas de gude,
muita bóia pra açude,
um balaio de baladeira,
traga pião com ponteira,
um bocado de ioiô,
um brinquedo falador,
não esqueça as bonecas,
muito menos as petecas,
e também lápis de cor.
 
Coloque muito papel,
muitos rolos de cordão,
pois muitas pipas farão,
pra vê-las chegar ao céu,
pois saiba Papai Noel,
existe em cada palhoça,
em cada canto de roça,
um punhado de criança,
dizendo que a esperança,
vem chegando de carroça.
 
Se puder traga sapato,
alguns metros de tecidos,
pra se fazer uns vestidos,
mas tudo muito sensato,
pois nesse lugar pacato,
não traga nada de luxo,
pois quem vive no repuxo,
acha muito esquisito,
se vestir todo bonito,
sem ter comida no bucho.
 
Nesse meu sertão central,
Jesus é mais respeitado,
e menos incomodado,
o povo celebra o natal,
de forma mais integral,
existe celebração,
muita missa e oração,
o povo pede contrito,
com o coração aflito,
que Deus cuide do sertão.

Quando eu penso na fome,
na falta de assistência,
na dor de tanta carência,
na miséria que consome,
a esperança que some,
a crueldade que grassa,
a dor no peito não passa,
ao ver tanta gente triste,
meu coração não resiste,
meu natal fica sem graça.
 
Deus ,não posso aceitar
que o Seu natal seja assim,
cheio de tanto festim,
tanta gente a cear,
outros a se embebedar,
enquanto vive ao relento,
sem um pouco de alento,
um pobre que é filho seu,
por quem o Senhor morreu,
machuca meu sentimento.
 
Oh! Deus mude esse painel,
faça que nesse natal,
o amor seja real,
não quero Papai Noel,
quero que desça do céu,
percorra nossos caminhos,
troque as armas por carinhos,
desarme os corações,
dê-lhes sonhos e paixões,
tire das rosas os espinhos.
 
Fortaleza, 13/12/06

Bernardino Matos: http://www.avspe.eti.br/poetas/bernardino.htm


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NATAL
Reflexão

Lydia Prando de Souza

    
Quando falamos a palavra Natal, sempre nos vem à mente: festa, alegria, luzes, cores, roupas novas, guloseimas, presentes e o tradicional Feliz Natal.

Mas afinal o que é o Natal?

Para entendermos, reportemo-nos, mentalmente, para a data longínqua de  dois mil anos atrás.

No cenário mental, vamos encontrar uma humanidade sofrida, desesperançosa, vivendo sob o jugo da lei. Lei que,  para o perdão dos pecados era necessário o sacrifício de animais. Lei do olho por olho, dente por dente.

Por outro ângulo, o Supremo Criador, por amor às criaturas, num dado  momento, parte a corrente da lei e do sacrifício, e, em Suas Mãos, resta um único elo... Porém um Elo perfeito.

Então, Deus na Sua Sabedoria Infinita, lança na terra esse Elo que servirá de interligação entre o humano e o divino. E de acordo com a vontade do Pai, Ele  será o Divino Humano a cumprir a lei divina na terra.

E assim aconteceu o Natal; O nascimento de Jesus!

Mas com o passar dos tempos a maioria dos homens  esqueceram  valor primordial desse evento. E os natais se tornaram meramente comerciais.

Os pais  esqueceram de dizer aos filhos que: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça,  mas tenha a vida eterna.”

A nossa infância e juventude, na sua maioria, sabe apenas que o Natal é o dia do nascimento de Jesus, dia de árvores enfeitadas, presépios, roupas novas, presentes e banquetes. Esta é a mensagem passadas de pais para filhos, isto porque, foi a mesma que receberam de seus antepassados.

Grande parte da humanidade não entendeu ainda, que o verdadeiro espírito do Natal é a celebração do novo pacto de Deus para com os homens e o início de uma nova era...Era de Paz,  fortalecimento da fé, esperança, serenidade, sabedoria, para todos àqueles que sabem como e onde buscar. Uma nova era muito especial, a  do perdão gratuito dos pecados... A Era da Graça.

Enfim, o Natal representa um banquete espiritual que Deus colocou diante dos homens para quê, todos aqueles que tiverem fome e sede de justiça, sentem-se à mesa e   fartem-se do delicioso Pão da Vida: CRISTO!!!

Mais poesias da autora Lydia Prando de Souza você encontra em:
http://www.tempoesia1.hpgvip.ig.com.br/


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O NATAL QUE DESEJO
Gui Oliva
 
 
Desejo MENINO DEUS,
neste Natal, aos meus queridos
e a todos (as) os amigos (as),
que tenham voltados para Ti
todos os sentidos:
 
os olhares atentos à Manjedoura
onde assim Nascido
Vieste a nós com humildade
para nos ensinar a repartir
como irmãos...fraternidade
 
que sintam todos os aromas
e os  perfumes  das presenças
amigas e queridas
aceitando as ausências,
em verdade,
pela  crença em Ti... e à Tua Vontade
 
que usufruam o calor do tato
oferecendo  todos os apertos
de mãos, os beijos e abraços
que expressem  com real sinceridade
o Teu Amor e a Tua  Amizade
 
que degustem com prazer
o sabor de Tuas Palavras
transmitindo o sal de Tua Lavra
o óleo ungido por Tua Benção
Deus Criança
para manter -lhes em cada coração
toda a Tua  Esperança
 
por fim que ouçam com atenção
 dos Teus Sons a melodia,
que acertem o passo por um país,
por um mundo, de justiça e harmonia
nesse Teu Compasso
e que cada um seja capaz
de, seguindo Teu Exemplo,
construir a paz!

Gui Oliva: http://www.avpb.olga.kapatti.nom.br/76_guilhermina_oliva.html

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ENTÃO É NATAL...
Marcial Salaverry
                  
                    
Natal... data realmente mágica...
Nem todos interpretam como deveriam...
Esquecem-se do motivo real
De existir o Natal...
É um aniversariante muito especial.
Ele só espera de todos, muita compreensão...
Muito amor no coração...
Nasceu numa manjedoura...
Lugar simples... Ele não quer luxo,
Nem todos só enchendo o bucho...
Ele quer ver o mundo em Paz...
E disso o mundo não é capaz...
Ao invés de festas luxuosas,
Presentes, comidas gostosas,
Que tal um recolhimento interior?
Presenteie com Amor...
Alivie, de quem sofre, a dor...
Leve amor, compreensão, solidariedade, carinho,
A quem, se encontra abandonado, sozinho...
Quer presentear o aniversariante?
Então ame bastante...
Com muito amor no coração...
Todos daremos a Ele um presentão.

Marcial Salaverry: http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=696
Proteja os direitos autorais

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NESTE NATAL
Marisa Cajado


Neste Natal, quero sair amando
Sei sim, aqui de minhas dores.
Sei também, dos meus temores,
Mas vou prosseguir lutando.

Vou esquecer desafetos,
Transformá-los em amores.
Tirar o espinho das flores,
Pra perfumar muitos tetos.

No meu canto louvarei,
O aniversariante do dia.
Atendendo o que pedia,
No coração, o alojarei.

Marisa Cajado: http://www.marisacajado.com/

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ES NAVIDAD AMIGO MÍO
Mary Trujillo e Alberto Peyrano


Es navidad amigo mío...yo quería tanto
Hoy ver este mundo, lleno de paz y amor...
Quería que fuera navidad todos los días...
Que la paz reinara... sin el horror de la  guerra ...

Yo quería también la sonrisa permanente de mi hijo
Un sonido en los labios de mi madre
Como antiguamente, como en el tiempo de niño...
Pero el viento lleva las hojas locamente.

Es navidad amigo mío, porque el pueblo se perdió?
Donde está el amor, la amistad, la hermandad?
Es navidad amigo mío y percibo las lágrimas de Jesús
Rodando... él llora con dolor de esa humanidad...

Olvidando la elección errada de los hombres
Que abrigan la maldad en su corazón
Alejándose del enfermo, del hermano que clama
Por su mano y su ayuda.

Es navidad amigo mío y veo en la casa del lado,
Todos tristes, sin tener el que comer, heridos...
Es navidad, hora de pensar, perdonar, olvidar...
Dime amigo mío, por qué el rencor tiene que vencer?

Por qué el sueño lindo de las almas buenas no se
Realiza en esta noche de arbolitos y guirnaldas?
Fue tal vez un retornar a las salvajes épocas,
Donde la supervivencia era la ley bajo los cielos?

Es navidad amigo mío, todos paran,
se saludan, besan y abrazan...
Al día siguiente, se odian, traicionan y matan..
Dime amigo mío,  que fue lo  que sucedió?

 Marilena Trujillo: http://www.maritrujillo.com/
&
Alberto Peyrano: http://www.megaone.com/peyrano/indice.htm

Brasil & Argentina

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NATAL AQUI E ALÉM
Armando Sousa


Natal além, acreditava que realmente Deus nascia
Que me dava um prezentinho, fazendo tudo que a mãe pedia
Para festejar a chegada, sopas secas e aletria
Os cepos de carvalho crepitavam na lareira
Toda a família cantava na roda da fogueira

Aqui é que reina a glória, aqui reina Jesus
Os cravos em nosso peito, são raios cheios de luz

A meia noite chegava, o Deus menino nascia
Tanto fogo estourava, tantas vivas de alegria
Esperando um prezentinho nos socos ao outro dia
Mas a pobreza não tinha, tendo de dizer a verdade
Sem pão a pobreza definha
Quem diz mentiras de Deus, é covarde
Aqui onde estou, aos netos nunca menti
Sempre lhe dei um prezentinho
Prazer no seu rosto igual nunca vi
Mais velhos um computador, mais novos um carrinho
De grande alegria com eles sorri
Ao dizer-me obrigado a mim, sabendo que sou eu o pai natal
Nunca Deus menino nada lhe vai dar
pequeninos sim, sabem que tudo é uma peça teatral
destas mentiras nada tem a esperar
mas do computador lhes virá o saber
e na modernidade aprendem a trabalhar
o que lhes ajudará na honestidade até morrer
mesmo assim a noite é de grande alegria
vem para a mesa lagosta e todo o marisco
mas não há sopas secas ou aletria
mas tudo é o hábito, e agora vivemos nisto
mentiras vão ficando para traz e sua avareza
o que mais nos apraz, respeitar sempre a mãe natureza
se assim fizermos nos próximos 100 anos haverá natal
acreditando e espalhando a mentira, estamos mal
 
Armando Sousa: http://www.pequeninapoesias.com.br/menu.htm

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PAPAI NOEL, ESTE ANO SERÁ DIFERENTE?
Ógui Lourenço Mauri


Papai Noel, eu ainda me lembro bem...
Ano passado, aguardei em vão teu presente,
espero que desta vez seja diferente,
que me consideres um teu filho também...

Papai Noel, tu precisas me explicar
por que só compareces às casas bonitas,
sendo ali infalível com tuas visitas,
enquanto te esqueces das crianças sem lar.

Ter dia marcado para ganhar presente,
eis, Papai Noel, uma tradição nociva...
Que a todas as crianças gera expectativa,
mas que contempla as privilegiadas somente.

Eu desconfio de que não vai mudar nada...
Desde o outro Natal, a vida só piorou,
não conheço meu pai, mamãe me abandonou,
integro a classe da infância desamparada.

Mas eu tenho alguma esperança, mesmo assim,
de ir à praça, poder me banhar na fonte
e esperar ansioso, debaixo da ponte,
chegar Papai Noel com presente pra mim.

Ógui Lourenço Mauri
17.12.2004

Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em: 
http://www.maritrujillo.com/
 
 

PAPÁ NOEL ¿ESTE AÑO SERÁ DIFERENTE?
Ógui Lourenço Mauri

Versão em espanhol:
Alberto Peyrano: http://www.megaone.com/peyrano/indice.htm

Papá Noel, aún lo recuerdo bien...
El año pasado, aguardé en vano tu presente,
espero que esta vez sea diferente,
y que como un hijo tuyo me consideres también...

Papá Noel, tú me debes explicar
por qué sólo vas a las casas bonitas,
siendo allí infalible con tus visitas,
mientras te olvidas de los chicos sin hogar.

Tener un día marcado para ganar un regalo,
es, Papá Noel, una tradición nociva...
Que a todos los niños genera expectativa,
pero tú sólo contemplas a los privilegiados.

Yo desconfío, no va a cambiar nada...
Desde la Navidad pasada, la vida sólo empeoró,
no conozco a Papá, Mamá me abandonó,
integro la clase de la infancia desamparada.

Pero tengo alguna esperanza, aun así,
de ir a la plaza, poder bañarme en la fuente
y esperar ansioso, debajo del puente,
que llegue Papá Noel con un regalo para mí.

Ógui Lourenço Mauri
17.12.2004

Mais poesias do autor Ógui L. Mauri você irá encontrar em: 
http://www.maritrujillo.com/

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NATAL
Rosângela do Valle Dias


Noite linda, universal.
Em todo canto do mundo,
um amor sem igual!
Natal da Esperança,
da noite criança,
do idoso, do doente,
do abastado, do carente...
Que prevaleça o amor
acima de tudo.
Amor maior que o mundo!
Jesus, Natal,
Amor Profundo!
 
Rosângela do Valle Dias
BH/MG

Mais poesias da autora Rosângela do Valle Dias você irá encontrar em:
Faria Canto Mágico & Sonhos - Poesias/Sala XIX


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 " BRILHE A VOSSA LUZ ... "
nesse Natal !
 
Vera Mussi
 
 
" Assim , brilhe também a vossa luz diante dos homens , para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus ."
  Mateus 5,16
 
 
Na roda da Vida tudo caminha em torno de nós mesmos !
O eixo da transformação reside na intenção de melhorar o mundo à nossa volta !
Seremos eternos peregrinos buscando o centro de nossa essência em constante aperfeiçoamento !
 
Ludibriados pelos próprios pensamentos tentamos usufruir das frágeis emoções !
Somos estrangeiros ,carentes  ...
ainda coerentes com nossos sentimentos !
Exigimos da vida o que não nos pertence por direito , passageiro !
A conversão do coração se faz premente !
Permaneceremos fiéis e atentos às reentrâncias de nossa alma altaneira .
 
A avalanche de desejos materiais excede o significado da satisfação humana!
Ainda somos humanos , demasiado humanos!
 
Manter insólitos os instantes
que despertam a utopia , força-nos à transfiguração da realidade no lindo Cântico do Natal ,que se aproxima .
 
O sentido espiritual desse "Momento
Mágico " deve superar todos os sonhos do mundo material ...
 
  A decadência ronda ,em silêncio ,nossas referências ...
Ah ! ...  Tantas diferenças !
Onde residem as desavenças ?
 
Vamos dilatar a sintonia do amor universal eliminando nossas exigências ...
Vamos agradecer a grande graça de termos nascido e ainda estarmos vivos , por mais este dia !
 
Ampliaremos os limites dos afetos ,em convergentes demonstrações de ternura e doçura.
Marcaremos presença estimulante em nossos relacionamentos , em perfeitas conexões humanas !
O óbvio do amor reclama o nosso comprometimento com a doação , apanágio das almas em elevação espiritual !
 
"Amar sem ser amado"
 é o único desejo que ultrapassa as esferas do egoísmo ...
Autêntica libertação que nos justifica diante de Deus , dos irmãos e dos amigos constantes !
 Puro altruísmo !
 
Encontraremos assim o brilho de nossa luz , reflexo fiel de nossas atitudes !
 
Feliz Natal !
 
VERA MUSSI

Mais poesias da autora Vera Mussi você irá encontrar em:
http://www.veramussi.com.br/ 




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PELO NATAL
Daniel Cristal
 

Pelo Natal, eu exclamo «Jesus, volta!»
E ele volta sim todos os anos
Trazendo toda a tralha e sua escolta
Ao local onde eram só bichanos...
 
E aí fica alguns dias a entreter
Os miúdos que gostam de bonecos
Até o Ano novo acontecer
E se juntar de novo aos seus tarecos.
 
Mas quando digo «volta!» senso digo
Sem o significado que lhe dão,
Sendo a expressão do coração.
 
É a benquerença que prossigo,
É o desejo que volte p'ra ficar...
Que, volte, outrossim, para reinar!
 
08.12.2003

Daniel Cristal: http://www.avspe.eti.br/poetas/daniel.htm

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O ENCONTRO
Autoria: Marília Fairbanks Maciel


O homem chegou em casa revoltado
Vazio de ilusões, angustiado,
Desiludido, triste e solitário,
não querendo na vida prosseguir,
buscando destruir-se, ou destruir.
 
Com a mente confusa e conturbada,
Olhou ao seu redor: nada encontrou.
Só restava o silêncio, a solidão.
E andando passo a passo tropeçou
Numa velha gravura desbotada.
Viu nela um rosto triste e sofredor:
Olhos tristonhos, lábios entreabertos,
Dum Cristo imerso em sofrimento e dor!
 
O homem, num gesto audaz, destruidor,
Tomando entre as mãos desesperadas
A figura amassada e já sem cor,
Rasgou-a, destruindo-a totalmente.
Porém, parvo de horror, viu nos pedaços
Do retrato amassado e destruído,
O Cristo mutilado e combalido,
Se recompor inteiro, novamente,
Em todos os retalhos do papel.
Fitou o Cristo, então multiplicado
Rasgando-o inutilmente em mil pedaços.
Mas o Cristo, outra vez, dilacerado,
Inteiro se refez sobre o papel.
 
Rasgou-o, novamente, mais e mais,
E o Cristo continuou, todo perfeito,
Como em hóstias de amor se dividindo!
E o homem, seu vil pecado repetindo,
Num gesto aterrador e indescritível,
tentando destruir o indestrutível,
tentava em vão rasgar todo o papel!
E o Cristo repetido nos fragmentos
do papel luminoso e esvoaçante,
Ressuscitava inteiro a cada instante!
 
O homem fugiu, enfim, alucinado,
Buscando nas estradas, nos caminhos,
Esquecer os tormentos da razão!
Andou, andou, andou... mas foi em vão!
Pois o Cristo outra vez reencontrou
Novamente a sofrer: crucificado,
Coberto de farrapos e de espinhos,
no corpo sofredor de cada irmão!
 
Mas, o dia do encontro, da ventura,
Do remorso, da graça e da procura,
fizeram o homem ver o nunca visto:
Num gorgeio de Amor e de Esperança
Ele encontrou num riso de criança,
O próprio Deus que ria, o próprio Cristo!
 
OBS.: O tocante texto poético, de autoria de Marília Fairbanks Maciel, me foi gentilmente enviado pelo poeta Eron Freitas, ao qual sempre serei grata pela amizade solidária. 
Beijos agradecidos a você, querido amigo Eron - grande colaborador do site!

Mais poesias do autor Eron Freitas você irá encontrar em:
Faria Canto Mágico & Sonhos - Poesias/Sala XI

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ESTRELA NATALINA
Sueli do Espírito Santo
 
 
Que o brilho da estrela natalina
abençoada pela luz divina
venha clarear toda a mente humana
 que os todos façam uma pausa
e examinem melhor cada causa
para  alcançarmos a paz soberana.

Sueli do Espírito Santo: http://www.sue2001.recantodasletras.com.br/


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ESTAMOS NO NATAL
Armando de Sousa


Verdade que é uma época muito linda e com muita alegria
Mas dizei-me, que verdade existe nesse dia?
Sabemos que não é verdade nascer Deus menino
Sabemos que não existe tal coisa de pai Natal
Então o que nos separa da verdade, apenas nosso destino
Pudera-mos usar franqueza e celebrar igual
Deixar entrar em nosso coração a bondade, dar  prazer
Ao ver-mos um vizinho com fome, e cheio de tristeza
Confortá-lo e pôr-lhe pão na mesa
Aos pequeninos, dar-lhes uma bola para eles jogar
Quem sabe se da bola é uma mina douro a brotar
Amanhã pode ser o génio da aldeia a manear a bola
Os primeiros toques se dão na rua a caminho da escola
Mas se podes, dá as crianças o caminho da educação
Nelas, está o bem estar, e a maior riqueza da nação
A alegria não é beber cachaça, sem regra ou noção
Alegria é ter contas pagas, lume aceso e na mesa pão
Debaixo dos cobertores um camião de carinhos
Dos filhos só ter abraços e beijinhos
Bom natal seria ver os laços da família a se apertar
Ver os campos cheios de pais seus filhos no jogo aplaudir
Ter a consciência que é apenas passa tempo
Sair da batalha abraçados a rir
Enquanto a mente dos deuses fizer homens se rebentar
Enquanto os deuses deixarem os homens em guerras
Não haverá verdadeiro Natal para celebrar
Vão ribombar canhões para além daquelas serras
E homens uns aos outros a se matar

Armando Sousa: http://www.pequeninapoesias.com.br/menu.htm

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SOU NATAL!
Eda Carneiro da Rocha


Sou Natal!
Esperança, Paz e Amor!
Alguns me chamam de Papai Noël.
o fazedor de coisas e sonhos!
 
Esses, eu os trarei,
não me peçam coisas caras, como:
Saber ser amigo,
Ser consciente,
Fazer o bem,
Amar ao próximo
Ser fiel as suas idéias
Não prejudicar ninguém!
 
Como é difícil !
Como vou colocar,
no meu saco de sonhos,
tudo o que me pediram ?
Eu mesmo, não o sei!..
 
Quero espalhar o Amor
a Paz, a Luz ,entre todos...
Sem brigas, sem mágoas...
Não sei, se o conseguirei!
 
Ah! Natal!
Ah! Noël, o que fizeram com você?
Só pensam em coisas caras,
rabanadas, panetones,
lindos presentes,
uma linda mesa !
 
Já se esqueceram dos que nada comem.
Só o pão espiritual?
Como encher tantas barriguinhas,
diga-me, Pai Noël...
 
Vamos deixar cair nessa noite,
nossos sonhos  lá do Céu...
Vamos transmutar  nosso ouro,
para dar de comer aos famintos,
à palavra para os que precisam,
sem nos esquecermos
que sempre será Natal,
em qualquer lugar..
 
Assim, Papai Noël,
esqueça dos impossíveis.
Traga para nós tudo o  que houver de bom,
para festejarmos nosso Natal!..
 
Eda Carneiro da Rocha: http://www.albumpoeticoeda.com.br/

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SENHOR
Angela Stefanelli


Segura nas minhas mãos 
e ensina-me a caminhar.
Preciso
de tanta coragem
tanta força
e de tanta luz
para continuar minha missão.
 
Senhor! 
Procurei sempre fazer o melhor,
evoluir sempre
mas sou apenas
um simples ser humano
que continua aprendendo
com seus próprios erros!

Quantas vezes deixei de te procurar...
Quantas vezes blasfemei...
Mas, lá no fundo de minha alma,
sei que só posso contar 
com o teu Poder Infinito!
 
Senhor! 
Não permitas que eu esmoreça!
Sei que quem está a teu lado
Só pode ter
Paz!
Junto a ti,
nada há a temer.

Abençoa, Senhor,
todos os que me  têm carinho
e também
os que gratuitamente me atacam,
pois estas pessoas me dão forças
para mudar o meu rumo 
e progredir sempre.

Permite-me, Senhor,
que tenha sempre compreensão
para com todos.

Obrigada, Mestre, por me  ajudares
tantas vezes.
Obrigada, por me  ouvires sempre.
E perdoa-me
por nem sempre entender
os teus desígnios!
 
Angela Stefanelli: http://www.amoresonhos.com/
(Direitos Reservados)

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FELIZ ANO NOVO, JESUS!
Isadora M Frazão

 
Vem, Jesus, ao encontro
de meu coração, agora...
Foi tanta minha demora,
que acho que me perdi...
A criança que sou,
inda chora...
Pois precisa de tua mão...
Em meu caminho encontrei
flores que me ofertaram...
Mas o espinho,
que te feriu,
  me doeu tanto, também...
Quando te vejo passar,
tão pequenino nas ruas,
quase a implorar
de nossa boca um bom dia,
dentro de minha poesia,
eu quero dizer para ti:
Jesus, eu te amo,
em cada irmão que me olha,
em cada folha que desfolha,
à tarde ao som de um lamento...
Em cada grão de areia,
em cada verso que faço,
na dança, na capoeira,
nas matas, no vento,
na vida, no sonho,
dentro de mim...
Por isso, te peço:
fique comigo, Jesus...
Nas minhas alegrias,
nas minhas divagações...
Quando entôo  canções,
quando pareço distante...
Nada me afasta de ti...
Meu amigo,
Feliz Ano Novo pra nós,
Feliz Ano Novo, Jesus!
:)

Isadora M. Frazão

Dezembro/2006

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